sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Sábado tem “O Messias” e “Jazz in Duo” no Natal Luz

A programação Natal Luz, em Rio Claro, tem duas apresentações musicais no sábado (5). O oratório “O Messias” e “Jazz in Duo” são as atrações do dia, levando ao público o espírito de harmonia e amizade que predomina nesta época do ano. Os eventos têm entrada gratuita.

“O Messias”, de Händel, será apresentado às 19 horas na Igreja do Imaculado Coração de Maria (Rua M-7 entre avenidas M-23 e M-25, Jardim Hipódromo). A apresentação será feita pela Orquestra Sinfônica de Rio Claro com o Coral Municipal “O Mensageiro” e os corais de Americana: EduCantare, Vocalis, Unimed e Unicred. Solistas, coro e orquestra prometem emocionar o público com interpretações em português desta que é a mais famosa obra de Händel.
No Casarão da Cultura, às 20h30, Jair Pires (violão e solo) e Gésner Nascimento (bateria) apresentam “Jazz in Duo”. A apresentação está marcada para as 20h30, com o melhor do jazz. Músicos experientes, os artistas acumulam vivência na área musical. O violonista Jair Pires tem em sua formação música brasileira, jazz e música clássica, já tendo feito arranjos para diversos cantores e grupos de música popular. Gésner Nascimento tem em sua formação influências do jazz, funk, fusion, música latina e rock. Além do duo de jazz, também já participou de trio de jazz com baixo, bateria e guitarra e de bandas de pop rock, rock, samba e baile.  O Casarão da Cultura fica na Avenida 3 esquina com a Rua 7, Centro.

A programação do Natal Luz tem intensa programação cultural até dia 22 de dezembro.  Música, encenação teatral, exposições e muitas outras atrações estão no calendário natalino rio-clarense, com apresentações gratuitas para toda a comunidade.

Governos do PSDB em São Paulo. PF acusa 33 de integrar cartel de trens. No jornal Folha de São Paulo. É difícil ver o PSDB em manchetes sempre está escondido no texto. É triste!

PF acusa 33 de integrar cartel de trens em SP

Eduardo Knapp - 23.ago.13/Folhapress
A Polícia Federal concluiu a investigação sobre o cartel de empresas que fraudou licitações de trens em São Paulo entre 1998 e 2008, em governos do PSDB, e indiciou o presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), Mário Manuel Bandeira, por suposto envolvimento no esquema. 
Também foram indiciados o atual gerente de Operações da CPTM, José Luiz Lavorente, e ex-diretores da companhia de trens, como João Roberto Zaniboni e Ademir Venâncio de Araújo, que tiveram valores encontrados na Suíça, como informou o "Jornal Nacional", da TV Globo, nesta quinta-feira (4). 
Ao todo, a PF acusou 33 pessoas de participação em crimes de corrupção ativa e passiva, formação de cartel, crime licitatório, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. 

Na lista de acusados estão ex-diretores das empresas Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Daimler-Chrysler, Mitsui e TTrans. Um deles é Adilson Primo, que presidiu a Siemens de 2001 a 2011. 
O consultor Arthur Gomes Teixeira é acusado de ser o intermediário do pagamento de propina das empresas para os servidores públicos. 
O suborno era pago para que as companhias fossem favorecidas em licitações e contratos públicos, segundo a Polícia Federal. 
O relatório encerra o inquérito relativo a suspeitos que não ocupam cargos políticos e que não possuem foro privilegiado, como informou o jornal "O Estado de S. Paulo" nesta quinta-feira. 
Agora o trabalho será encaminhado ao Ministério Público, que poderá pedir a realização de novas diligências, apresentar denúncia contra os acusados ou pedir à Justiça que o caso seja arquivado. 
O inquérito foi aberto em 2008 e ganhou impulso em 2013 quando a Siemens realizou uma delação premiada ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). 
A multinacional alemã contou às autoridades que participou de um cartel com empresas do setor de trens e o grupo fraudou licitações do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) de 1998 a 2008. 
Um dos acusados é João Roberto Zaniboni, que foi diretor de Operação e Manutenção da CPTM de 1999 a 2003. 
Ele já estava indiciado desde o ano passado sob a acusação de ter mantido o valor de US$ 836 mil (cerca de R$ 2,2 milhões) em conta na Suíça, que seria resultante do pagamento de propinas. 
A apuração relativa ao suposto envolvimento de políticos no esquema foi desmembrada do inquérito e está em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), em razão da regra do foro privilegiado para congressistas. 
Os deputados federais José Aníbal (PSDB-SP) e Rodrigo Garcia (DEM-SP) são os investigados no STF . Eles negam qualquer ligação com as empresas do cartel de trens.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Deputada comemora registros de expressões culturais pelo Iphan

Tem grande significado o Estado brasileiro reconhecer essas manifestações como forma de expressão da cultura brasileira”, disse a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) em sua saudação ao Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na reunião que aprovou o registro do Maracatu Nação, do Maracatu Baque Solto e do Cavalo-Marinho como Patrimônio Cultural do Brasil. O pedido de inclusão foi feito pela Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco. 


“É papel de todos nós fazer valer a identidade do povo brasileiro e estejam certos que essa decisão terá como rebatimento o fortalecimento dessas expressões”, continuou Luciana, para quem a manutenção dessas expressões culturais é fruto da perseverança e do esforço daqueles que fazem a cultura permanecer viva, cuidando e passando as tradições através das gerações. 

Ela citou como exemplo o mestre Salustiano, em seguida saudou seu filho Manoelzinho Salustiano, que também estava presente à reunião, além do mestre Grimário e Fábio Sotero, representantes dos maracatus e do cavalo-marinho. 

“Sou testemunha do quanto esses homens e mulheres persistem e procuram fazer valer essa tradição com a força da sua paixão, das suas convicções, das suas ideias”, comentou.

A deputada, que é presidenta da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura, também parabenizou o secretário Marcelo Canuto pelo trabalho e pelo esforço e lembrou o empenho do ex-governador Eduardo Campos (falecido) para a manutenção das tradições culturais. 

“Há um patrimônio e uma cadeia cultural muito rica em torno dessas expressões que foram aprovadas hoje por esse conselho. Por isso vamos comemorar esse momento com muita alegria, pelo fato histórico que é, e por tudo que representa para nós pernambucanos e brasileiros”.

A 77° reunião do Conselho Consultivo começou nesta quarta-feira (3) e prossegue hoje (4) na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Também estão sendo analisados registros como Patrimônio Cultural da Tava Miri dos M’bya Guaranis e do Sitio São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul. 

Poderão ser tombados, ainda, a Coleção Geyer, do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), o Acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MG) e o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja, de Cachoeira (BA).

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que avalia os processos de tombamento e registro, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros que representam instituições como o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e mais 13 representantes da sociedade civil, com conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

Da Redação em Brasília
Com informações da Ass. Dep. Luciana Santos

Dilma: “É preciso respeitar as escolhas legítimas da população”

A presidenta Dilma Rousseff declarou nesta quinta-feira (4), durante a assinatura com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do contrato para construção de um novo sistema de abastecimento de água para a região metropolitana da capital paulista, que "é preciso respeitar as escolhas legítimas da população".


Dilma ressaltou que as diferenças partidárias entre o governo federal e administração de São Paulo, comandados por PT e PSDB respectivamente, ficaram para trás com o fim da eleição. “Durante a campanha é natural divergir, criticar e disputar, e mesmo, em alguns momentos, é compreensível que as temperaturas se elevem. Mas temos que respeitar as escolhas legítimas da população brasileira”, pontuou.

A presidenta salientou ainda que esse é o caminho de um país que preza a democracia e as relações republicanas. “E essas escolhas legítimas, num país que preza a democracia, que está em processo, inclusive, de construir cada vez mais e de aprofundar a sua democracia que está ficando cada vez mais madura”, disse a presidente.

“Vou dar sequência à forma de relacionamento que construímos ao longo de quatro anos do meu governo e do governador Alckmin em São Paulo”, pontuou a presidenta, destacando a união entre os governos federal e estadual para enfrentar a crise hídrica na maior cidade do país. “Não é possível o Brasil ter uma situação ameaçando a capital do maior estado do país e a maior cidade da América Latina, por isso estamos aqui fazendo esta parceria, que é feita em beneficio não só da população da cidade, do estado de São Paulo, mas em benefício de toda a população brasileira, uma vez que temos um processo no Brasil em que cada estado depende do crescimento dos outros para ter mercado interno, uma política industrial, um desenvolvimento agrícola compatível com a prosperidade do país”, disse Dilma.

A presidenta Dilma disse ainda que os contratos assinados representam “um excelente exemplo de cooperação federativa entre o governo federal e o estadual”. A parceria reforça o compromisso assumido pela presidenta em seu pronunciamento após a confirmação de sua reeleição, dia 26 de outubro, de promover o diálogo pelo bem do Brasil.

Republicano e louvável

O governador tucano Geraldo Alckmin também ressaltou que, passado o período eleitoral, é preciso trabalhar pela população. “Eu acho que esses princípios, do interesse público, devem servir para unirmos esforços para fazer mais. Tenho certeza que esse bom diálogo e o bom trabalho com o governo vão continuar e quero reconhecer e agradecer o esforço da presidenta Dilma, republicano e louvável, na análise desses projetos técnicos extremamente importantes para os brasileiros de São Paulo”, afirmou.

São Paulo recebe R$ 2,6 bilhões 
O contrato assinado prevê, entre outras ações, a ampliação do sistema de abastecimento de água São Lourenço para mais sete cidades da região metropolitana de São Paulo. O governo federal participa, por meio da Caixa Econômica Federal, em uma parceria público-privada. A obra vai custar R$ 2,6 bilhões e deve ser entregue em meados de 2017. A Caixa entra com R$ 1,8 bilhão.

A obra vai beneficiar 1,5 milhão de pessoas em sete municípios da parte oeste da região metropolitana de São Paulo e deve reduzir a dependência dos outros sistemas, entre eles o Cantareira, que está em colapso devido à falta de chuva. A obra está em andamento e deverá ser concluída em meados de 2017.

O outro convênio assinado visa à expansão da linha 9 do metrô, para a estação Grajaú-Varginha, obra estimada em R$ 630 milhões, sendo que R$ 500 milhões são provenientes de recursos do orçamento federal.

Fonte: Agência Brasil e Blog do Planalto

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Uruguai elege Tabaré Vázquez

Candidato da esquerda foi o mais votado do País nos últimos 70 anos
Da Redação "Caros Amigos"
O candidato Tabaré Vázquez, do partido de situação Frente Ampla (FA), foi eleito o novo presidente do Uruguai no segundo turno das eleições, que ocorreu neste domingo (30). Segundo dados da Comissão Eleitoral uruguaia, Vázquez obteve 1 milhão, 226 mil  e 105 votos (53,6%), do total de 2 milhões, 321 mil  e 230 votos contabilizados. O resultado é expressivo e faz com que o candidato seja o mais votado do país em 70 anos. Seu adversário, do tradicional Partido Nacional, o conservador Luis Lacalle Pou, recebeu 939 mil e 74 votos (41,4%). 
Companheiro de partido do atual presidente, José "Pepe" Mujica, Vázquez já havia sido eleito presidente em 2005, quando colocou pela primeira vez o FA na presidência. Os mandatos presidenciais no Uruguai são de 5 anos sem reeleição. Somando as vitórias do partido desde as eleições de 2004, o FA irá completar 20 anos à frente do cargo em 2010. Nas eleições legislativas, Mujica garantiu um novo mandato como senador.
Os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro; da Argentina, Cristina Kirchner, e de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén, usaram seus perfis no Twitter para parabenizar o candidato eleito pela vitória.

CPI do Trabalho Infantil apresentará relatório final na quarta-feira

1 de dezembro de 2014 - 19h24

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a exploração do trabalho infantil no país se reúne na próxima quarta-feira (3), às 14h30, para discussão e votação do relatório final dos trabalhos. O documento será apresentado pela relatora da CPI, deputada Luciana Santos (PCdoB-PE).

Instalada em setembro de 2013, a CPI realizou diversas audiências públicas, em Brasília e nos estados, para discutir temas como trabalho infantil doméstico, acidentes e mortes por trabalho infantil, combate ao trabalho de crianças no Carnaval e fiscalização do trabalho infantil.

A partir dos dados coletados ao longo dos debates e diligências, a relatora vai apresentar uma análise sobre a situação atual e propor medidas de combate ao problema.

Legislação atual
No Brasil, o trabalho é proibido antes dos 14 anos, e só pode ser feito em meio período com os adolescentes entre 14 e 15 anos, mas contratados como aprendizes.

Já os adolescentes entre 16 e 17 anos só podem trabalhar se tiverem vínculo empregatício formalizado (carteira assinada e a garantia de acesso aos diretos do trabalho) e, mesmo assim, desde que não estejam em ocupações proibidas pela lista tipificada das ocupações que oferecem perigo – emprego doméstico é uma delas, ou seja, não traz nenhum aprendizado e está proibido.

Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

“A esquerda não entende a periferia”, diz Sergio Vaz

Por Marcelo Hailer
A ultima mesa do seminário Periferia no Centro: Cultura, narrativas e disputas discutiu a produção literária feita na periferia e a maneira como os guias culturais invisibilizam os eventos culturais realizados fora do centro das metrópoles. Participaram da mesa Crônica Mendes; Bruno Ramos, da Liga do Funk; Sergio Vaz, da Cooperifa, Allan da Rosa, blogueiro da Fórum e das Edições Toró, e Elizandra Souza, da Ação Educativa.

O rapper Crônica Mendes falou sobre a sua entrada no rap e de como ele e os seus companheiros de cultura eram taxados de “bandidos” e não de “agitadores culturais”. “Ninguém via a gente como agitador cultural e nem articulador de cultura, éramos taxados de marginais e bandidos”, criticou Mendes.Ele também falou sobre o significado do movimento hip-hop. “Não existe movimento rap, o rap é apenas um grão de uma cultura chamada hip-hop… E eu sobrevivi aos anos 1980, 1990 graças aos rap”, comentou Mendes. “Hoje a periferia vive uma efervescência cultural, ficou pequena para nós e é por isso que estamos ocupando o centro da cidade”, finalizou.
Na seqüência falou Bruno Ramos, da Liga do Funk, que narrou parte de sua trajetória até encontrar a cultura do funk que, segundo ele, o salvou de caminhos que já havia trilhado. Posteriormente, o membro da Liga falou sobre a presença do consumismo em algumas letras de funk. “A culpa não é do funk, esse consumo está aí há décadas. O problema é a ausência do poder público que não quer fomentar as nossas ideias”, criticou.
O poeta Sergio Vaz, da Cooperifa, centrou a sua fala sobre a atual disputa política que se instalou no Brasil. “Eu tô adorando esse Brasil de hoje: esquerda X direita. De um lado, os guerreiros, e do outro, os bundões. Esse ódio não é novo e desde sempre eles tiveram ódio de nós, talvez, agora, eles tenham incluído novas pessoas nesse ódio”, disse. Ele criticou também a relação de setores da esquerda com os grupos da periferia. “A esquerda não entende a periferia, não adianta ir lá de quatro em quatro anos. E ainda teve gente que foi lá pra dizer que a periferia esta alienada, votando na direita… Agora, esses amigos que apareceram nesses três meses sumiram. Tem muito revolucionário pra pouca Cuba”, finalizou.
Allan da Rosa falou um pouco dos cursos educacionais que dá em bairros da periferia e tratou da disputa pelos espaços. “Disputa: a questão é de classe, de raça e de gênero. Essa é a disputa”, disse, questionando: “E como vamos disputar o espaço editorial com editores racistas?”. O escritor também criticou a educação ensinada nas escolas, a qual classificou como “cartilha do racismo”. Para Allan da Rosa, é necessário criar uma intersecção entre o saber popular e o acadêmico. “Disputar espaços é propor samba e geografia”, analisou.
Organizadora do Guia Cultural da Periferia e membra da Ação Educativa, Elizandra Souza contou a história do coletivo que fundou, Mjiba, que teve o seu nome inspirado em guerrilheiras da Namíbia. Tratou também da divulgação cultural pelos meios de comunicação. “O mapeamento da cidade que eu tenho é outro, que não vai estar no Guia da Folha”, ironizou. Por fim, Elizandra Souza comentou sobre a sub-representação das mulheres no hip-hop. “As mulheres antes eram convidadas, por isso fazemos o Mjibas em Ação, para visibilizar o trabalho feito pelas mulheres na poesia e na música. O Mjiba nasceu dessa inquietação de gênero”, finalizou.