segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Sipat da prefeitura prossegue até a sexta-feira
Até a próxima sexta-feira (23) acontece a Semana de Prevenção a Acidentes de Trabalho (Sipat) da prefeitura de Rio Claro. As atividades acontecem no auditório do Núcleo Administrativo Municipal (NAM), sempre das 14 às 17 horas, para todos os servidores municipais.
Nesta terça-feira (23) o tema da palestra será “Noções de Legislação Trabalhista CLT/IPRC”, com os doutores Vinícius e Breno.
As atividades foram abertas na segunda-feira (19) pela vice-prefeita Olga Salomão, que destacou a importância da Sipat para um ambiente saudável e de respeito ao trabalhador nas repartições públicas.
A palestra da segunda-feira teve o tema “Alcoolismo/Drogas – Prevenção ao Alcance de Todos”, com os professores Luiz Pavanello e Roberto Costa.
Na quarta-feira (21), além da palestra “Prevenindo as Doenças de Trabalho”, haverá profissionais da área da saúde realizando aferição de pressão arterial e exame de glicemia, gratuitamente.
Na quinta-feira (22) o tema discutido será “Uma Visão Sociológica do Ambiente do Trabalho”, com a professora Patrícia Bergmini.
Na sexta-feira o assunto é “Qualidade de Vida nos Dias Atuais”, com o personal trainer Juliano.
A organização é da Comissão Interna de Prevenção a Acidentes (Cipa) da prefeitura.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
33º BATEPAPO CULTURAL
“Vocacional: uma aventura humana”
por Esméria Rovai e Joana Neves
- Dia 19 de setembro, segunda-feira, às 19h, na UNESP (Anfiteatro 2, em frente à Biblioteca) -
O Ensino Vocacional foi um modelo que vigorou no estado de São Paulo de 1961 a 1969. Até 1968, foram instaladas seis unidades em todo Estado: São Paulo, Americana, Batatais, Rio Claro, Barretos e São Caetano do Sul. Com o golpe militar de 1964 e a implantação da ditadura, o sistema vocacional foi extinto sob a alegação de ter uma “pedagogia esquerdista e uma ideologia nefasta à formação da juventude brasileira”.
O evento contará com a participação de Esméria Rovai e Joana Neves, professoras que atuaram nos Ginásios Vocacionais e ainda hoje se dedicam ao estudo e desenvolvimento de projetos relacionados ao tema. Além disso, estarão presentes outros membros da GVive - Associação dos Ex-Alunos e Amigos do Vocacional.
Durante o Batepapo Cultural será exibido o documentário que estreou este ano no 16º Festival Internacional de Documentários "É tudo verdade", intitulado “Vocacional, uma Aventura Humana”, de Toni Venturi: http://www.youtube.com/watch?v=gO-y-kwYhfE Ele próprio, diretor do filme, foi aluno na Unidade de São Paulo.
Ao final do evento, haverá a apresentação do documentário produzido pelo Portal Memória Vivam, do Arquivo de Rio Claro, a partir de gravações do GVive com a Professora Edneth Ferrite Sanches, que foi orientadora educacional do Ginásio Vocacional de Americana e, posteriormente, diretora do Ginásio Vocacional Chanceler Raul Fernandes, de 1967 a 1969. Edneth faleceu em maio deste ano, deixando importante contribuição para o registro da memória sobre os Ginásios Vocacionais.
Sobre as convidadas:
Esméria Rovai é Doutora em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1996. Participou da experiência do Ensino Vocacional desde seu inicio em 1961, com o curso de treinamento, até o final, em 1969, atuando nas unidades de Batatais e de São Paulo. Hoje, Professora do Programa de Pós – graduação do Centro Paula Souza – Ceeteps e Diretora da Área de Educação e Pesquisa da GVive ( 2008/2012) na coordenação do projeto “Experiência dos Ginásios Vocacionais – Desdobramentos para Atualidade -2009/2012. É autora de diversas publicações sobre o tema.
Joana Neves possui Graduação em História (Licenciatura e Bacharelado) pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP. É Professora de História do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (aposentada) e Doutora em História Social – DH/FFLCH/USP – com a tese: Ensino Público Vocacional de São Paulo: renovação educacional como desafio político – 1961-1970. Ex-professora do Ginásio Estadual Vocacional “Embaixador Macedo Soares” – Barretos/SP; Ex-professora do Colégio Estadual Vocacional “Oswaldo Aranha” – São Paulo/SP. É autora de diversas publicações sobre o tema e de artigos sobre o ensino de história e integrante do Projeto Educação Renovada do Centro de Memória da Faculdade de Educação da USP, e é integrante da equipe da Área de Educação e Pesquisa da GVive no projeto “Experiência dos Ginásios Vocacionais – Desdobramentos para Atualidade” 2010/2012.
O 33º Batepapo Cultural será no dia 19 de setembro, segunda-feira, às 19h, no Anfiteatro 2, em frente à Biblioteca da UNESP – Av. 24-A, nº 1515, Bela Vista.
A mediação será feita pelo Prof. Romualdo Dias da UNESP - Rio Claro. Será fornecido certificado.
Maiores informações no site www.aphrioclaro.sp.gov.br
por Esméria Rovai e Joana Neves
- Dia 19 de setembro, segunda-feira, às 19h, na UNESP (Anfiteatro 2, em frente à Biblioteca) -
O Ensino Vocacional foi um modelo que vigorou no estado de São Paulo de 1961 a 1969. Até 1968, foram instaladas seis unidades em todo Estado: São Paulo, Americana, Batatais, Rio Claro, Barretos e São Caetano do Sul. Com o golpe militar de 1964 e a implantação da ditadura, o sistema vocacional foi extinto sob a alegação de ter uma “pedagogia esquerdista e uma ideologia nefasta à formação da juventude brasileira”.
O evento contará com a participação de Esméria Rovai e Joana Neves, professoras que atuaram nos Ginásios Vocacionais e ainda hoje se dedicam ao estudo e desenvolvimento de projetos relacionados ao tema. Além disso, estarão presentes outros membros da GVive - Associação dos Ex-Alunos e Amigos do Vocacional.
Durante o Batepapo Cultural será exibido o documentário que estreou este ano no 16º Festival Internacional de Documentários "É tudo verdade", intitulado “Vocacional, uma Aventura Humana”, de Toni Venturi: http://www.youtube.com/watch?v=gO-y-kwYhfE Ele próprio, diretor do filme, foi aluno na Unidade de São Paulo.
Ao final do evento, haverá a apresentação do documentário produzido pelo Portal Memória Vivam, do Arquivo de Rio Claro, a partir de gravações do GVive com a Professora Edneth Ferrite Sanches, que foi orientadora educacional do Ginásio Vocacional de Americana e, posteriormente, diretora do Ginásio Vocacional Chanceler Raul Fernandes, de 1967 a 1969. Edneth faleceu em maio deste ano, deixando importante contribuição para o registro da memória sobre os Ginásios Vocacionais.
Sobre as convidadas:
Esméria Rovai é Doutora em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em 1996. Participou da experiência do Ensino Vocacional desde seu inicio em 1961, com o curso de treinamento, até o final, em 1969, atuando nas unidades de Batatais e de São Paulo. Hoje, Professora do Programa de Pós – graduação do Centro Paula Souza – Ceeteps e Diretora da Área de Educação e Pesquisa da GVive ( 2008/2012) na coordenação do projeto “Experiência dos Ginásios Vocacionais – Desdobramentos para Atualidade -2009/2012. É autora de diversas publicações sobre o tema.
Joana Neves possui Graduação em História (Licenciatura e Bacharelado) pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP. É Professora de História do Departamento de História do Centro de Ciências Humanas Letras e Artes da Universidade Federal da Paraíba (aposentada) e Doutora em História Social – DH/FFLCH/USP – com a tese: Ensino Público Vocacional de São Paulo: renovação educacional como desafio político – 1961-1970. Ex-professora do Ginásio Estadual Vocacional “Embaixador Macedo Soares” – Barretos/SP; Ex-professora do Colégio Estadual Vocacional “Oswaldo Aranha” – São Paulo/SP. É autora de diversas publicações sobre o tema e de artigos sobre o ensino de história e integrante do Projeto Educação Renovada do Centro de Memória da Faculdade de Educação da USP, e é integrante da equipe da Área de Educação e Pesquisa da GVive no projeto “Experiência dos Ginásios Vocacionais – Desdobramentos para Atualidade” 2010/2012.
O 33º Batepapo Cultural será no dia 19 de setembro, segunda-feira, às 19h, no Anfiteatro 2, em frente à Biblioteca da UNESP – Av. 24-A, nº 1515, Bela Vista.
A mediação será feita pelo Prof. Romualdo Dias da UNESP - Rio Claro. Será fornecido certificado.
Maiores informações no site www.aphrioclaro.sp.gov.br
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Secretaria de Cultura realiza Fórum de Política Cultural
A Secretaria de Cultura de Rio Claro realiza mais um Fórum de Política Cultural, que tem como tema: “A construção de um Conselho”. O evento ocorre na próxima sexta-feira (16), às 19 horas, no Centro Cultural “Roberto Palmari”, tendo como convidada a Coordenadora de Artes e Cultura de São Carlos, Telma Olivieri. O encontro é aberto ao público.
O Fórum consiste em uma das etapas para a construção da I Conferência Municipal de Política Cultural, que tem como tema: “Construindo o Nosso Sistema Municipal de Cultura”.
Telma Olivieri é uma das criadoras do Conselho Municipal de Cultura e a atual gestora pública responsável pela Cultura na Prefeitura de São Carlos, cidade referência na área cultural nacional.
A palestra de Telma, seguida de um debate com perguntas, servirá para compartilhar a experiência de construir um conselho democrático e participativo, relatando, assim, também os avanços em São Carlos.
O objetivo do Fórum na sexta-feira é dar suporte e subsídio para que os participantes possam fazer o debate de construção e elaboração de um conselho que represente a classe artística do município de Rio Claro.
A participação nos Fóruns é aberta ao público, basta fazer inscrição no local. A inscrição é importante, pois faz parte do projeto de construção de um mapeamento que será o Sistema Integrado de Informações Culturais.
Rio Claro há alguns meses tem proposto avançar nas políticas culturais locais, e já realizou outros Fóruns e Pré-Conferências. Porém, a partir desta semana toda uma programação estará ocorrendo na cidade, incluindo uma Pré-Conferência de Audiovisual na quinta-feira (15), às 19 horas, no Bar Sujinhos.
A I Conferência Municipal de Política Cultural será realizada nos dias 21 e 22 de Outubro, no Teatro do Centro Cultural. Mais informações pelo email contato@cultura.rc.sp.gov.br ou pelo telefone (19) 3522-8000.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Flávio Dino prega repressão a turismo sexual
Em meio às denúncias em ministério, presidente da Embratur aponta os megaeventos como uma chance de reposicionar a imagem do país.
Com a imagem do turismo brasileiro desgastada em duas frentes, o presidente da Embratur, Flávio Dino, trabalha dobrado. Primeiro, tenta, por meio de uma auditoria em todos em convênios e mudança de procedimentos, tirar a pecha de uma área corrupta do ponto de vista administrativo.
Em segundo lugar, acabar com a ideia de que o país aceita o turismo sexual. Ele esteve inclusive com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, para pedir à Polícia Federal que passe a monitorar as empresas promotoras desse tipo de turismo, disfarçado de aventura ecológica ou pescaria, como ocorreu recentemente no Amazonas. "Isso é crime e crime é com a polícia. Nossa propaganda não fala mais na beleza do nosso povo", afirma.
Nesta entrevista ao Correio Braziliense, ele conta que está empenhado em buscar o que considera sua principal missão: convencer a sociedade brasileira de que a maior batalha da Copa é a da imagem que o país deixará ao mundo. "Temos hoje a imagem de um país festeiro e acolhedor. Se conseguirmos agregar a isso a imagem de eficiência e competência, estaremos cumprindo o maior legado da Copa para a nossa e para, pelo menos, duas gerações. Essa é a nossa batalha", diz. A seguir os principais pontos da entrevista.
Correio: A operação da PF no Ministério do Turismo e as denúncias afetaram também o trabalho da Embratur?
Flávio Dino: Não houve nada relacionado à Embratur. Evidente que houve um questionamento do modelo e a minha preocupação principal nesse momento é mostrar que uma coisa são as irregularidades que devem ser apuradas, investigadas e combatidas, sobretudo nessas parcerias público-privadas. Outra coisa é o modelo da política pública de turismo. Se tem coisas erradas, devem ser corrigidas. Portanto, determinei uma auditoria aqui na Embratur para apuração. Isso está em curso e termina em 30 dias. O que a gente precisa aperfeiçoar? Primeiro, como essas entidades são selecionadas. Baixei uma portaria para que sejam selecionadas exclusivamente por chamamento público, que é uma espécie de licitação com outro nome, porque o aspecto fundamental é o mesmo: a publicidade e um critério objetivo de seleção para fazer convênios.
Correio: No caso da Operação Voucher ficou muito claro que há um novo modelo de fraude baseado em ONGs, que não são mais fantasmas, têm sede e são regularizadas, mas fraudam os contratos.
Flávio Dino: Por isso, falei de duas coisas que precisam ser melhor reguladas. Uma é a seleção. A segunda é justamente essa: acompanhamento, monitoramento e controle. As fraudes estão em dois âmbitos: na má seleção, de entidades que não têm capacidade de executar o convênio ou, às vezes, nem existem mesmo; e está também nessa necessidade de haver uma prestação de contas mais aperfeiçoada.
Correio: O senhor tem braços para isso? O que mais se ouve nos ministérios é que não há gente para controle, para fiscalização...
Flávio Dino: É um fato. Pedi a colaboração da CGU (Controladoria-Geral da União) e, ao mesmo tempo, estou num movimento no governo para que haja nomeação dos nossos funcionários para recompor as equipes. Temos um concurso já homologado para 84 pessoas. Em termos de servidores efetivos isso vai triplicar o contingente atual da Embratur, uma vez que temos só 40 concursados.
Correio: O chamamento público não esbarra ainda nas emendas parlamentares, que já vêm voltadas para determinados institutos, como foi o caso da emenda da deputada Fátima Pelaes?
Flávio Dino: O Poder Executivo não é obrigado a seguir essa indicação. Qual é a prerrogativa do parlamentar? Alocar o recurso para uma determinada ação ou programa, vinculado a um estado. Disso, o Poder Executivo não pode fugir. Mas ele não é obrigado a dizer se quem vai executar é a entidade x ou y, ou seja, não há incompatibilidade entre emenda parlamentar e chamamento público.
Correio: Isso pode causar uma certa indignação dos parlamentares que direcionam as suas emendas?
Flávio Dino: Acredito que não. É mais uma questão de conversar. A função principal das emendas, que deve ser preservada, é garantir uma alocação de recursos mais democrática, levando em conta a grandeza do Brasil, a sua pluralidade. O que fugir disso, o que visar exatamente a realização de um negócio ilegal, obviamente deve ser combatido por todos, inclusive pelo parlamento.
Correio: Qual o orçamento que o senhor tem para tocar esses projetos?
Flávio Dino: Nas atividades fins da Embratur, temos R$ 180 milhões, de promoção internacional, que é dividida em três mercados: o europeu, o latino-americano e o norte-americano. Há uma rubrica nova, outros mercados, como Oriente Médio e Ásia. Mas as ações principais são concentradas nos três primeiros.
Correio: Como está o combate ao turismo sexual no Brasil?
Flávio Dino: Temos uma distinção: consideramos que sequer isso pode ser classificado como turismo. Isso é crime e, portanto, o nosso tratamento deve ser levando em conta esse conceito. Como não é turismo, é crime, logo, é um assunto de repressão. Da nossa parte, há uma preocupação de dissociar o Brasil dessa imagem, de destino de exploração de mulheres, crianças e adolescentes. Nossa propaganda hoje não tem qualquer tipo de conotação e de apelo para essa dimensão, da beleza do nosso povo.
Correio: O senhor tem conversado com o ministro da Justiça ou a ministra Maria do Rosário sobre esse assunto?
Flávio Dino: Almocei essa semana com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Um dos assuntos foi esse. A Polícia Federal terá orientação específica para monitoramento de empresas brasileiras que atuam nesse setor. No caso da Embratur, o que é crime encaminhamos para a Polícia. Na parte de promoção, deixamos claro que o Brasil não é um destino amigável para esse tipo de conduta.
Correio: Por que é tão difícil combater essa ideia e esse crime?
Flávio Dino: Durante muito tempo, era essa a imagem do Brasil no mundo, de o país da festa, do congraçamento sem fronteiras. A gente lida com a imagem dos outros sobre o Brasil. Os megaeventos são importantes em si mesmos, porque geram empregos e renda. O mais importante é qual a imagem que ficará do Brasil depois dos megaeventos? Nós, Embratur, imaginamos que o nosso objetivo é consolidar essas marcas que o país já conhece, de natureza exuberante, de um povo cordial, amável. Mas, sobretudo, um país eficiente, moderno, competente e realizador. Só durante a Copa, de telespectadores acumulados, serão 26 bilhões de pessoas durante os 30 dias do evento. Com efeito internet, rádio, TV jornal, se a gente falar de 200 bilhões de notícias sobre o Brasil não é absurdo.
Correio: Não há temor sobre um caos aéreo, com atraso nas obras em aeroportos?
Flávio Dino: Tenho absoluta certeza de que não será o caos. E não só de expectativa, de torcida. É científica. O Brasil faz grandes eventos com grande sucesso. Temos que calibrar as expectativas. O legado de imagem, que está para adiante, é uma disputa que valerá por 20, 30, 40 anos. É essa disputa que tenho enfatizado como a principal e deve ser incorporada por toda a sociedade brasileira.
Correio: Há pouco tempo, a Argentina recebia mais turistas que o Brasil. Por que não conseguimos atrair estrangeiros por seus resorts?
Flávio Dino: Primeiro, a localização geográfica. A teoria mostra que o turismo é intrarregional. Cerca de 80% do turismo europeu é feito por nativos. No Caribe, é movimentado por Estados Unidos e Canadá, grandes emissivos. A América do Sul sempre atravessou turbulência política, dificuldades econômicas e uma péssima distribuição de riqueza. Além disso, há as barreiras naturais: A Floreta Amazônica e a Cordilheira dos Andes. Ou seja, o turismo intrarregional na América do Sul nunca foi muito forte. O relatório da Organização Mundial do Turismo, divulgado ontem, mostra que o continente no qual mais cresceu o turismo no mundo foi a América do Sul. Temos problemas de qualificação, de serviços, de produtos. Tudo isso é um desafio permanente. Em 2011, vamos chegar a 5,5 milhões de turistas estrangeiros e US$ 6,5 bilhões de divisas oriundas do turismo. São os melhores números do Brasil, mas aquém do que exportaremos.
Correio: E a questão do visto?
Flávio Dino: Preocupa muito. É uma barreira burocrática, que o próprio trade turístico norte-americano questiona o Departamento de Estado, tendo em vista a importância do Brasil no mercado de lá. A tendência é: ou eliminar ou facilitar. O visto, além de uma barreira burocrática, é uma barreira econômica, porque é caro, custa US$ 130.
Correio: E a questão da segurança pública?
Flávio Dino: Fazemos uma pesquisa com estrangeiros saindo do Brasil. A segurança não figura entre as cinco maiores preocupações. A primeira reclamação é a sinalização turística. Se olharmos Brasília, capital da República, não tem nem uma placa em inglês. A gente não nota, mas eles notam. A segunda, rodovias. Tem ainda idioma e aeroportos.
Fonte: Correio Braziliense
Com a imagem do turismo brasileiro desgastada em duas frentes, o presidente da Embratur, Flávio Dino, trabalha dobrado. Primeiro, tenta, por meio de uma auditoria em todos em convênios e mudança de procedimentos, tirar a pecha de uma área corrupta do ponto de vista administrativo.
Em segundo lugar, acabar com a ideia de que o país aceita o turismo sexual. Ele esteve inclusive com o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, para pedir à Polícia Federal que passe a monitorar as empresas promotoras desse tipo de turismo, disfarçado de aventura ecológica ou pescaria, como ocorreu recentemente no Amazonas. "Isso é crime e crime é com a polícia. Nossa propaganda não fala mais na beleza do nosso povo", afirma.
Nesta entrevista ao Correio Braziliense, ele conta que está empenhado em buscar o que considera sua principal missão: convencer a sociedade brasileira de que a maior batalha da Copa é a da imagem que o país deixará ao mundo. "Temos hoje a imagem de um país festeiro e acolhedor. Se conseguirmos agregar a isso a imagem de eficiência e competência, estaremos cumprindo o maior legado da Copa para a nossa e para, pelo menos, duas gerações. Essa é a nossa batalha", diz. A seguir os principais pontos da entrevista.
Correio: A operação da PF no Ministério do Turismo e as denúncias afetaram também o trabalho da Embratur?
Flávio Dino: Não houve nada relacionado à Embratur. Evidente que houve um questionamento do modelo e a minha preocupação principal nesse momento é mostrar que uma coisa são as irregularidades que devem ser apuradas, investigadas e combatidas, sobretudo nessas parcerias público-privadas. Outra coisa é o modelo da política pública de turismo. Se tem coisas erradas, devem ser corrigidas. Portanto, determinei uma auditoria aqui na Embratur para apuração. Isso está em curso e termina em 30 dias. O que a gente precisa aperfeiçoar? Primeiro, como essas entidades são selecionadas. Baixei uma portaria para que sejam selecionadas exclusivamente por chamamento público, que é uma espécie de licitação com outro nome, porque o aspecto fundamental é o mesmo: a publicidade e um critério objetivo de seleção para fazer convênios.
Correio: No caso da Operação Voucher ficou muito claro que há um novo modelo de fraude baseado em ONGs, que não são mais fantasmas, têm sede e são regularizadas, mas fraudam os contratos.
Flávio Dino: Por isso, falei de duas coisas que precisam ser melhor reguladas. Uma é a seleção. A segunda é justamente essa: acompanhamento, monitoramento e controle. As fraudes estão em dois âmbitos: na má seleção, de entidades que não têm capacidade de executar o convênio ou, às vezes, nem existem mesmo; e está também nessa necessidade de haver uma prestação de contas mais aperfeiçoada.
Correio: O senhor tem braços para isso? O que mais se ouve nos ministérios é que não há gente para controle, para fiscalização...
Flávio Dino: É um fato. Pedi a colaboração da CGU (Controladoria-Geral da União) e, ao mesmo tempo, estou num movimento no governo para que haja nomeação dos nossos funcionários para recompor as equipes. Temos um concurso já homologado para 84 pessoas. Em termos de servidores efetivos isso vai triplicar o contingente atual da Embratur, uma vez que temos só 40 concursados.
Correio: O chamamento público não esbarra ainda nas emendas parlamentares, que já vêm voltadas para determinados institutos, como foi o caso da emenda da deputada Fátima Pelaes?
Flávio Dino: O Poder Executivo não é obrigado a seguir essa indicação. Qual é a prerrogativa do parlamentar? Alocar o recurso para uma determinada ação ou programa, vinculado a um estado. Disso, o Poder Executivo não pode fugir. Mas ele não é obrigado a dizer se quem vai executar é a entidade x ou y, ou seja, não há incompatibilidade entre emenda parlamentar e chamamento público.
Correio: Isso pode causar uma certa indignação dos parlamentares que direcionam as suas emendas?
Flávio Dino: Acredito que não. É mais uma questão de conversar. A função principal das emendas, que deve ser preservada, é garantir uma alocação de recursos mais democrática, levando em conta a grandeza do Brasil, a sua pluralidade. O que fugir disso, o que visar exatamente a realização de um negócio ilegal, obviamente deve ser combatido por todos, inclusive pelo parlamento.
Correio: Qual o orçamento que o senhor tem para tocar esses projetos?
Flávio Dino: Nas atividades fins da Embratur, temos R$ 180 milhões, de promoção internacional, que é dividida em três mercados: o europeu, o latino-americano e o norte-americano. Há uma rubrica nova, outros mercados, como Oriente Médio e Ásia. Mas as ações principais são concentradas nos três primeiros.
Correio: Como está o combate ao turismo sexual no Brasil?
Flávio Dino: Temos uma distinção: consideramos que sequer isso pode ser classificado como turismo. Isso é crime e, portanto, o nosso tratamento deve ser levando em conta esse conceito. Como não é turismo, é crime, logo, é um assunto de repressão. Da nossa parte, há uma preocupação de dissociar o Brasil dessa imagem, de destino de exploração de mulheres, crianças e adolescentes. Nossa propaganda hoje não tem qualquer tipo de conotação e de apelo para essa dimensão, da beleza do nosso povo.
Correio: O senhor tem conversado com o ministro da Justiça ou a ministra Maria do Rosário sobre esse assunto?
Flávio Dino: Almocei essa semana com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça). Um dos assuntos foi esse. A Polícia Federal terá orientação específica para monitoramento de empresas brasileiras que atuam nesse setor. No caso da Embratur, o que é crime encaminhamos para a Polícia. Na parte de promoção, deixamos claro que o Brasil não é um destino amigável para esse tipo de conduta.
Correio: Por que é tão difícil combater essa ideia e esse crime?
Flávio Dino: Durante muito tempo, era essa a imagem do Brasil no mundo, de o país da festa, do congraçamento sem fronteiras. A gente lida com a imagem dos outros sobre o Brasil. Os megaeventos são importantes em si mesmos, porque geram empregos e renda. O mais importante é qual a imagem que ficará do Brasil depois dos megaeventos? Nós, Embratur, imaginamos que o nosso objetivo é consolidar essas marcas que o país já conhece, de natureza exuberante, de um povo cordial, amável. Mas, sobretudo, um país eficiente, moderno, competente e realizador. Só durante a Copa, de telespectadores acumulados, serão 26 bilhões de pessoas durante os 30 dias do evento. Com efeito internet, rádio, TV jornal, se a gente falar de 200 bilhões de notícias sobre o Brasil não é absurdo.
Correio: Não há temor sobre um caos aéreo, com atraso nas obras em aeroportos?
Flávio Dino: Tenho absoluta certeza de que não será o caos. E não só de expectativa, de torcida. É científica. O Brasil faz grandes eventos com grande sucesso. Temos que calibrar as expectativas. O legado de imagem, que está para adiante, é uma disputa que valerá por 20, 30, 40 anos. É essa disputa que tenho enfatizado como a principal e deve ser incorporada por toda a sociedade brasileira.
Correio: Há pouco tempo, a Argentina recebia mais turistas que o Brasil. Por que não conseguimos atrair estrangeiros por seus resorts?
Flávio Dino: Primeiro, a localização geográfica. A teoria mostra que o turismo é intrarregional. Cerca de 80% do turismo europeu é feito por nativos. No Caribe, é movimentado por Estados Unidos e Canadá, grandes emissivos. A América do Sul sempre atravessou turbulência política, dificuldades econômicas e uma péssima distribuição de riqueza. Além disso, há as barreiras naturais: A Floreta Amazônica e a Cordilheira dos Andes. Ou seja, o turismo intrarregional na América do Sul nunca foi muito forte. O relatório da Organização Mundial do Turismo, divulgado ontem, mostra que o continente no qual mais cresceu o turismo no mundo foi a América do Sul. Temos problemas de qualificação, de serviços, de produtos. Tudo isso é um desafio permanente. Em 2011, vamos chegar a 5,5 milhões de turistas estrangeiros e US$ 6,5 bilhões de divisas oriundas do turismo. São os melhores números do Brasil, mas aquém do que exportaremos.
Correio: E a questão do visto?
Flávio Dino: Preocupa muito. É uma barreira burocrática, que o próprio trade turístico norte-americano questiona o Departamento de Estado, tendo em vista a importância do Brasil no mercado de lá. A tendência é: ou eliminar ou facilitar. O visto, além de uma barreira burocrática, é uma barreira econômica, porque é caro, custa US$ 130.
Correio: E a questão da segurança pública?
Flávio Dino: Fazemos uma pesquisa com estrangeiros saindo do Brasil. A segurança não figura entre as cinco maiores preocupações. A primeira reclamação é a sinalização turística. Se olharmos Brasília, capital da República, não tem nem uma placa em inglês. A gente não nota, mas eles notam. A segunda, rodovias. Tem ainda idioma e aeroportos.
Fonte: Correio Braziliense
sábado, 10 de setembro de 2011
O Burro, o ignorante e o prepotente!
Era uma vez um burro, que cansou de andar e queria descansar;
o ignorante parou e olhou;
o prepotente começou a resmungar;
Tinha um burro, que parou pra descansar;
o ignorante continuou a observar;
e o prepotente começou a reclamar.
Tinha um burro, que sentou-se
o ignorante, continuou a observar;
já o prepotente, esse começou a gritar.
Tinha um burro, que cansado agora se pôs a deitar;
o ignorante, nada falou, só obserbou;
o prepotente começou a brigar.
O burro desta vez se levantou;
o ignorante, só olhou;
o prepotente continuou a gritar.
Tinha um burro que convidou o ignorante a seguir viajem;
o ignorante se pôs a aceitar;
o prepotente sentou e continuou a reclamar.
Tinha um burro, que seguiu viajem com o ignorante;
e quem ficou foi o prepotente resmungando.
o ignorante parou e olhou;
o prepotente começou a resmungar;
Tinha um burro, que parou pra descansar;
o ignorante continuou a observar;
e o prepotente começou a reclamar.
Tinha um burro, que sentou-se
o ignorante, continuou a observar;
já o prepotente, esse começou a gritar.
Tinha um burro, que cansado agora se pôs a deitar;
o ignorante, nada falou, só obserbou;
o prepotente começou a brigar.
O burro desta vez se levantou;
o ignorante, só olhou;
o prepotente continuou a gritar.
Tinha um burro que convidou o ignorante a seguir viajem;
o ignorante se pôs a aceitar;
o prepotente sentou e continuou a reclamar.
Tinha um burro, que seguiu viajem com o ignorante;
e quem ficou foi o prepotente resmungando.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
10ª Festa de San Genaro de Rio Claro
A tradicional Festa de San Genaro que voltou a ser realizada em Rio Claro no ano de 2009 após quatro anos, completa neste ano a sua 10ª Edição e vem novamente marcada com uma programação cultural excelente. O evento que celebra a cultura e culinária italiana, iniciará no dia 15 de setembro (quinta-feira) no Parque dos Imigrantes Italianos localizado no Lago Azul, com entrada aberta ao público.
Entre os destaques da culinária, o público vai poder saborear pizza, nhoque, canelone, porpetta, lazanha, rondeli, fogazza, penne, bruschetta, panquecas, caponatta, lanches, pães, doces, sorvetes, vinhos, bebidas diversas e muito mais.
Para a festa de San Genaro, será montado uma estrutura aproveitando o galpão do Lago Azul, localizado na avenida 42, onde ficarão as mesas que vão receber o público nos quatro dias de festa.
No galpão, serão montadas as cozinhas nas quais o público poderá escolher o melhor dos pratos de origem italiana, além de bebidas como vinho e choppe. Também será montado um palco para apresentações musicais e de dança, sempre evocando o legado da cultura italiana.
A programação cultural será:
15/09 - Quinta-Feira
19h - Abertura "Banda dos Ferroviários - Repertório Italiano
20h - Grupo de Dança "Etiqueta Modelos e Manequins
21h - Show de Amauri e Tom Livre
Dia 16/09 - Sexta
19h - Show com Roberto Cerantola
20h - Grupo de DAnça "Sesi" (Tarantela)
21h - Grupo de Dança "Nostalgia" (Piracicaba-Santana)
21h30 - Grupo de Dança "Cortesano" (Piracicaba-Santana)
22h - Show "Roberto Cerantola"
Dia 17/09 - Sábado
19h - "Coral Municipal de Rio Claro (repertório italiano)
20h - Show "Duplo Sentido"
21h - Grupo de Dança "Santa Olímpia" (Piracicaba)
21h30 - Show "Duplo Sentido"
Dia 18/09 - Domingo
11h - Show "Roberto Cerantola"
13h - Grupo de Dança "Nostalgia" (Piracicaba-Santana)
13h30 - Show "Roberto Cerantola"
19h - Show com Rogério Cerri e Banda
20h - Grupo de Dança 3ª Idade "Corpo e Expressão"
21h - Show com Rogério Cerri e Banda.
Os restaurantes serão divididos com, Fundo Social de Solidariedade, Vinho Góes, Glarus Chopp, Delicatta Doces, Padaria Veneza, Casa da Lasanha, Anaconda Buffet, Restaurante Garrafão, Cuccina Della Pizza, Mentre a Mangiare.
Entre os destaques da culinária, o público vai poder saborear pizza, nhoque, canelone, porpetta, lazanha, rondeli, fogazza, penne, bruschetta, panquecas, caponatta, lanches, pães, doces, sorvetes, vinhos, bebidas diversas e muito mais.
Para a festa de San Genaro, será montado uma estrutura aproveitando o galpão do Lago Azul, localizado na avenida 42, onde ficarão as mesas que vão receber o público nos quatro dias de festa.
No galpão, serão montadas as cozinhas nas quais o público poderá escolher o melhor dos pratos de origem italiana, além de bebidas como vinho e choppe. Também será montado um palco para apresentações musicais e de dança, sempre evocando o legado da cultura italiana.
A programação cultural será:
15/09 - Quinta-Feira
19h - Abertura "Banda dos Ferroviários - Repertório Italiano
20h - Grupo de Dança "Etiqueta Modelos e Manequins
21h - Show de Amauri e Tom Livre
Dia 16/09 - Sexta
19h - Show com Roberto Cerantola
20h - Grupo de DAnça "Sesi" (Tarantela)
21h - Grupo de Dança "Nostalgia" (Piracicaba-Santana)
21h30 - Grupo de Dança "Cortesano" (Piracicaba-Santana)
22h - Show "Roberto Cerantola"
Dia 17/09 - Sábado
19h - "Coral Municipal de Rio Claro (repertório italiano)
20h - Show "Duplo Sentido"
21h - Grupo de Dança "Santa Olímpia" (Piracicaba)
21h30 - Show "Duplo Sentido"
Dia 18/09 - Domingo
11h - Show "Roberto Cerantola"
13h - Grupo de Dança "Nostalgia" (Piracicaba-Santana)
13h30 - Show "Roberto Cerantola"
19h - Show com Rogério Cerri e Banda
20h - Grupo de Dança 3ª Idade "Corpo e Expressão"
21h - Show com Rogério Cerri e Banda.
Os restaurantes serão divididos com, Fundo Social de Solidariedade, Vinho Góes, Glarus Chopp, Delicatta Doces, Padaria Veneza, Casa da Lasanha, Anaconda Buffet, Restaurante Garrafão, Cuccina Della Pizza, Mentre a Mangiare.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
UJS lança movimento "Tenho algo a dizer" ao 39º congresso da Ubes
Na manhã desta sexta-feira (2), durante os debates do 13º Conselho Nacional de Entidades Gerais da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Coneg da Ubes), a União da Juventude Socialista (UJS) lançou seu movimento, "Tenho algo a dizer", ao 39º Congresso da Ubes.
om muita irreverência e combatividade o movimento secundarista da UJS se desafia a construir a maior mobilização do movimento estudantil ate o final do ano, momento em que ocorrerá a etapa nacional do congresso da ubes.
Depois de construir uma belíssima passeata nas ruas de brasília, pedindo a queda dos juros do Banco Central e mais verbas para educação, o movimento secundarista "tenho algo a dizer" construirá grandes debates em todas as escolas do Brasil com o objetivo de traçar os rumos do movimento estudantil para o próximo período. São objetivos do movimento "Tenho algo a dizer" intenssificar a luta pelos 10% do PIB para educação, aprovação dos 50% do fundo social do pré-sal para e educação, além de regulamentar o Pronatec que foi aprovado esta semana no congresso nacional e que criará 3 milhões de novas vagas no ensino técnico brasileiro.
Anne Cabral, diretora de movimento estudantil da UJS, afirmou no ato de lançamento da campanha ao congresso da Ubes que "além das bandeiras históricas, o movimento tenho algo a dizer, busca enfrentar outros problemas da escola brasileira, como a violência que tem atingido alunos e professores, a homofobia que tem feito muitas vítimas dentro das salas de aula". Anne ainda afirmou que " o movimento busca reconciliar a comunidade escolar entorno de um projeto modernizante de educação, que atualize as praticas escolares e que traga de volta ao banco das escolas quase cinco milhões de brasileiros e brasileiras que tiveram de abandonar os estudos para poder trabalhar".
om muita irreverência e combatividade o movimento secundarista da UJS se desafia a construir a maior mobilização do movimento estudantil ate o final do ano, momento em que ocorrerá a etapa nacional do congresso da ubes.
Depois de construir uma belíssima passeata nas ruas de brasília, pedindo a queda dos juros do Banco Central e mais verbas para educação, o movimento secundarista "tenho algo a dizer" construirá grandes debates em todas as escolas do Brasil com o objetivo de traçar os rumos do movimento estudantil para o próximo período. São objetivos do movimento "Tenho algo a dizer" intenssificar a luta pelos 10% do PIB para educação, aprovação dos 50% do fundo social do pré-sal para e educação, além de regulamentar o Pronatec que foi aprovado esta semana no congresso nacional e que criará 3 milhões de novas vagas no ensino técnico brasileiro.
Anne Cabral, diretora de movimento estudantil da UJS, afirmou no ato de lançamento da campanha ao congresso da Ubes que "além das bandeiras históricas, o movimento tenho algo a dizer, busca enfrentar outros problemas da escola brasileira, como a violência que tem atingido alunos e professores, a homofobia que tem feito muitas vítimas dentro das salas de aula". Anne ainda afirmou que " o movimento busca reconciliar a comunidade escolar entorno de um projeto modernizante de educação, que atualize as praticas escolares e que traga de volta ao banco das escolas quase cinco milhões de brasileiros e brasileiras que tiveram de abandonar os estudos para poder trabalhar".
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