Prezados amigos e Prezadas Amigas,
Penso que não poderemos silenciar diante dos acontecimentos e da tentavia de cassar o mandato popular do Prefeito Du Altimari e da Vice Prefeita Olga Salomão.
Não comungo inteiramente com os procedimentos da atual administração. Mas, penso que os interesses que estão por trás da tentativa de cassação são maldosos e assumidos por setores predadores da política rioclarense.
Principalmente nos momentos de crise, temos que pensar no interesse da comunidade, acima de todas as divergências que possam existir.
Peço licença para me manifestar e ficarei agradecido se repercutirem.
Grato pela compreensão. Abraço amigo do,
Cláudio Di Mauro
RIO CLADO, QUERIDA CIDADE AZUL
Cláudio Antonio Di Mauro
Prefeito de Rio Claro de 1997 até 2000 e de 2001 até 2004
Tenho acompanhado com muita apreensão e preocupação os recentes acontecimentos políticos e o embate entre a Câmara Municipal de Rio Claro e o Executivo, representado pelo Prefeito e pela Vice Prefeita.
A Câmara constituiu uma comissão processante para analisar a possibilidade de punir o Prefeito e a Vice Prefeita, com risco inclusive de cassar seus mandatos, conquistados legítima e democraticamente em disputa eleitoral, pelo voto popular. Aparentemente, está tudo armado para o desfecho da cassação no Legislativo.
Peço licença para manifestar minha mais absoluta discordância com tal procedimento.
Não tenho dúvidas que em algumas circunstâncias, por atitudes corruptas e por mácula à fé da população, cabem situações de cassação de mandatos.
Não é o caso que se configura em Rio Claro.
Há sim uma disputa política, o que não é suficiente para desencadear processos com virulência e tantas conseqüências negativas para Rio Claro e sua cidadania.
É compreensível e salutar o contraditório, as posições e oposições fazendo parte dos processos democráticos. Tais disputas acarretam mobilizações populares, ações na justiça, disputas eleitorais, esses são os limites democráticos impostos para os embates políticos.
Os embates na Câmara Municipal também são legítimos, ainda que recrudescidos. Mas a tentativa de realizar “conchavos” para exterminar mandatos populares, isso está fora dos propósitos da boa fé e da justiça. Essa tentativa somente teria respaldo, se viesse acompanhada de provas de corrupção e arbitrariedades. Não é o caso.
Pode-se discordar da condução administrativa dos governantes, mas, não há como duvidar da honestidade e dedicação do Prefeito e da Vice-Prefeita.
Mais do que isso, certamente os arquitetos dessa tentativa de cassar Prefeito e Vice Prefeita sabem que, mesmo vitoriosos no âmbito da Câmara Municipal, terão seu pleitos barrados na Justiça. Não há chances de prosperar uma tentativa que não possua embasamentos e substâncias plausíveis para se falar em cassação.
Prevejo que:
- A Câmara terá sua imagem maculada pela decisão judicial, contrária em relação às pretensões, caso consiga as pretendidas cassações no legislativo;
- Rio Claro se destacará, outra vez, nos noticiários estaduais e nacionais, mostrando a pior face, afetando a auto estima de nossa população;
- Problemas municipais que precisam ser equacionados para atender o bem público ficarão relegados, nas disputas jurídicas e políticas, sem bons desdobramentos;
- O Prefeito e a Vice Prefeita terão suas imagens éticas “sangradas”, mas, o que isso trará de bom e de benefícios para os “pelejadores” ?
- Tais pelejas possuem o “odor” da vingança, o que não é compatível com o estado da evolução das sociedades humanas. Péssimo exemplo para nossas crianças e juventude.
Com que intenção se atua dessa maneira inconseqüente ? Agir dessa maneira, em nada explicita amor pelo lugar, pela nossa Cidade Azul. Estamos vendo o uso de pessoas e da pouca experiência de alguns, para a sedução com a lisonja, com o veneno do egoísmo, do oportunismo e das ambições inconfessáveis.
Este é o momento das forças conseqüentes, amadurecidas que de fato amam Rio Claro se unirem para remover a disputa dos interesses eleitoreiros que estão expostos e que até poderão ter legitimidade para aflorar no próximo ano.
Não importa se haja concordância com os procedimentos e método de trabalho do Prefeito e da Vice Prefeita, acima de tudo está o interesse de proteger Rio Claro e sua população.
Não podemos permitir que seja imposta uma situação vergonhosa, outra vez, para Rio Claro e seus cidadãos.
Será mais digno que esses setores da oposição ao atual governo se organizem para a disputa eleitoral do próximo ano. Se for o caso, ganhem no voto popular o poder de administrar Rio Claro, na disputa eleitoral. Depois, se ganharem, que sejam íntegros, honestos e eficientes, pensando apenas no interesse público.
Precisamos preservar Rio Claro. Precisamos elevar a estima de nossa população.
Isso sim será agir com decência e dignidade. Isso sim será fazer política renovada e competente neste Terceiro Milênio.
sábado, 6 de agosto de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
MST mudou o foco para fazer reforma agrária popular, diz Stedile
Em entrevista a Soraya Aggege, da CartaCapital, João Pedro Stedile, um dos principais líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), afirma que a concentração de terras tem crescido e que a reforma agrária clássica realmente “saiu da agenda” nacional. Resta ao MST o caminho da “reforma agrária popular”, que defende um novo modelo de desenvolvimento agrícola, o agroecológico.
“Nós continuamos lutando”, afirma Stedile. “Aumentamos a nossa base. Mas agora mudou a correlação de forças políticas. Temos um inimigo mais poderoso. Agora, além do latifundiário, temos de enfrentar o modelo do agronegócio que representa uma aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital estrangeiro e o capital financeiro. E some-se a eles o apoio ideológico irrestrito da grande mídia, que ataca permanentemente quando qualquer trabalhador se mobiliza.”
CartaCapital: Qual é a dimensão hoje da necessidade real de distribuição de terras no Brasil?
João Pedro Stedile: O Brasil é um dos países de maior concentração de propriedade da terra. Nos últimos anos, mesmo com o governo Lula seguiu concentrando. Os últimos dados do cadastro do Incra, de dezembro 2010, revelam que temos 66 mil fazendas classificadas como grandes propriedades improdutivas, que controlam 175 milhões de hectares. Pela Constituição e pela Lei Agrária Complementar, todas essas propriedades deveriam ser desapropriadas e distribuídas. Temos ao redor de 4 milhões de famílias de trabalhadores agrícolas sem terra que seriam os potenciais beneficiários.
CartaCapital: A distribuição de terras ainda é o fator mais importante da reforma agrária? Por quê?
JPS: A reforma agrária surgiu como política de governos da burguesia industrial no Hemisfério Norte, que, aplicando o princípio republicano de direitos iguais, democratizou a propriedade da terra. Com isso impulsionava o mercado interno para a indústria. Portanto, falar em reforma agrária é necessariamente democratizar o acesso, a posse e a propriedade da terra.
Sem isso, nunca haverá uma sociedade democrática, se os bens da natureza que não são frutos do trabalho, são concentrados em mãos de poucas pessoas. No Brasil, as grandes propriedades improdutivas são apenas 1,3%, mas controlam 40% de todas as terras. Veja que desapropriando apenas esses 1,3% teríamos uma fantástica mudança no campo.
CartaCapital: Ainda há um processo de reforma agrária no Brasil, no sentido de distribuição de terras?
JPS: Um programa de reforma agrária verdadeiro é quando as políticas de desapropriação de terras e democratização da propriedade conseguem impedir a concentração. Como disse, no Brasil a concentração só aumenta. O Censo de 2006 revelou que a concentração é muito maior agora do que em 1920, quando recém havíamos saído da escravidão.
O que existiu no Brasil, nas últimas décadas, foi a conjugação de duas políticas públicas: a colonização de terras na Amazônia, e isso não altera a estrutura da propriedade, e a política de assentamentos rurais para resolver conflitos sociais e políticos, isso quando há muita pressão por parte dos trabalhadores. Nos últimos anos conseguimos muitos assentamentos, com muita pressão social e um alto custo de sacrifício dos trabalhadores que às vezes pagaram com a vida. Mas isso não representa reforma agrária, no conceito clássico.
Além disso, no Brasil está havendo uma desnacionalização da propriedade da terra, acelerada ainda mais pela crise do capitalismo financeiro que fez com que os capitais especulativos corressem para investir em patrimônio da natureza no Brasil e se protegessem da crise. Estima-se que os capitais estrangeiros já controlam mais de 30 milhões de hectares, para produzir cana-de-açúcar, gado e soja. Só no setor sucroalcooleiro, controlam 33% de toda a terra e usinas.
CartaCapital: O que mudou de fato no processo de acesso à terra, desde que o PT assumiu o governo? Houve um aumento nos índices de concentração de terra ou uma redução?
JPS: Há uma lógica do funcionamento do capital na agricultura, que leva naturalmente à acumulação e à concentração da produção e da propriedade da terra. Para combater esse processo, o governo deveria ter uma política pública massiva. Por isso que, tanto no governo de FHC como no de Lula, a concentração da propriedade da terra continuou. E quanto maiores as taxas de lucro na agricultura, mais altos serão os preços da terra e maior será a concentração da propriedade.
CartaCapital: O que o MST acredita que realmente será feito no Brasil com relação à reforma agrária? Quais são as perspectivas do MST?
JPS: O programa de reforma agrária clássica, que a maioria dos países industrializados fizeram no Hemisfério Norte, democratizando a propriedade e criando mercado interno, depende de um projeto político de desenvolvimento nacional baseado na industrialização.
Isso saiu da agenda no Brasil. Não porque não seja um caminho, mas, sim, porque as burguesias industriais brasileiras nunca tiveram um projeto de desenvolvimento nacional. Então, esse tipo de reforma agrária está inviabilizado por elas, lamentavelmente. Cabe aos movimentos sociais do campo se organizarem e lutarem agora por um novo tipo de reforma agrária. Chamamos de reforma agrária popular. Além da desapropriação de grandes latifúndios improdutivos, é preciso reorganizar a produção agrícola, com um novo modelo.
Nós defendemos políticas que priorizem a produção de alimentos. Alimentos sadios, sem agrotóxicos. Uma combinação de distribuição de terras com agroindústrias nos assentamentos na forma cooperativa, voltada para o mercado interno. Implantando uma nova matriz tecnológica baseada nas técnicas agrícolas da agroecologia. E ainda a ampla democratização da educação, com a instalação de escolas em todos os níveis, em todo o meio rural.
Essa é nossa plataforma e a nossa perspectiva. Pode demorar algum tempo, mas esse será o futuro da agricultura em todo o mundo. O modelo do capital, do agronegócio é inviável, econômica, ambientalmente e do ponto de vista da saúde pública também, pois só produz lucro, usando muito veneno e degradando o meio ambiente.
CartaCapital: Não tem ocorrido mais pressão popular pela reforma agrária. O que mudou realmente no MST, nesta última década? O MST não consegue mais promover grandes mobilizações, limitando-se aos protestos pontuais, como o “abril vermelho” e os locais? Não falamos do pico de acampamentos após a posse de Lula, mas de maneira global.
JPS: O MST manteve a mesma média de 250 ocupações de fazendas por ano. Nós continuamos lutando. E aumentamos a nossa base. Mas agora mudou a correlação de forças políticas. Temos um inimigo mais poderoso. Agora, além do latifundiário temos de enfrentar o modelo do agronegócio que representa uma aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital estrangeiro e o capital financeiro.
E some-se a eles o apoio ideológico irrestrito da grande mídia, que ataca permanentemente quando qualquer trabalhador se mobiliza. Foram contra até a mobilização dos bombeiros, imagine dos sem-terra. Então, é na opinião desta mídia empresarial e hipócrita, que o MST teria diminuído sua força, mas essa não é a realidade.
Por outro lado, se a reforma agrária depende agora de mudança de modelo de desenvolvimento, isso carece por sua vez de um amplo processo de mobilização popular no país, que ainda não está na agendo pelo refluxo do movimento de massas. Mas algum dia ele voltará, e voltará com força. Pois os problemas estruturais da sociedade brasileira estão aí, intocáveis e latentes.
CartaCapital: Quantos acampamentos e quantas famílias acampadas o MST mantém hoje? Esse número pode crescer, por exemplo, com a multiplicação dos grandes canteiros de obras, principalmente das hidrelétricas, por causa da especulação imobiliária? Ou deve diminuir à medida que a situação econômica do país melhora?
JPS: Nós temos ao redor de 60 mil famílias acampadas. E há outros 4 milhões que vivem no campo, que são pobres, e que poderiam ser beneficiados pela reforma agrária. E que de fato, agora, estão adormecidos pelo Bolsa Família, que favorece 4 milhões de famílias acampadas, e pela expansão do emprego na construção civil. Mas isso não é uma solução definitiva. É um programa necessário, mas apenas de emergência. A solução envolve programas estruturantes de emprego e renda.
CartaCapital: Qual relação o senhor vê entre o Programa Brasil sem Miséria e a reforma agrária?
JPS: O Programa Brasil sem Miséria ainda é uma colcha de retalhos de diversos programas de compensação social. Nenhum deles afeta a estrutura e a causa da pobreza. Por isso temos defendido com o governo diversas propostas. Há 14 milhões de miseráveis que podem ser atendidos por medidas emergenciais. E há outros 40 milhões que formam a turma do Bolsa Família.
Então o governo deveria fazer um amplo programa, ainda que localizado nas regiões mais carentes, de acesso à terra. Um programa de instalação de agroindústrias cooperativas, que criam emprego e renda. Potencializar a Conab, para que se transforme numa grande empresa compradora de todos os alimentos da agricultura familiar. Criar um mutirão nacional de alfabetização dos 14 milhões de adultos. Instalar escolas em todas as comunidades rurais, de ensino fundamental e escolas regionais, no meio rural de ensino médio, via IFETS ou outras escolas técnicas agrícolas. E ainda um amplo programa de reflorestamento, ampliando o Bolsa Verde para todos os 4 milhões de camponeses pobres.
CartaCapital: O MST pode vir a apoiar a criação de um partido político, por meio do Consulta Popular? A partidarização, enfim, pode ser um caminho para o MST ou parte dele?
JPS: Os partidos políticos no Brasil estão desgastados e possuem pouca coerência com programas de nação ou ideologias de classe. Em geral, são usados por pessoas e grupos, apenas como trampolim para cargos e recursos públicos. Mas a organização política na sociedade é fundamental para construir as mudanças. O MST é um movimento social, autônomo, com base social no meio rural e nas cidades. Nós devemos estimular como militantes sociais e cidadãos, a revitalização da prática política no país, mas o caminho do MST deve ser apenas a luta pela reforma agrária popular.
CartaCapital: Qual é o futuro para o modelo atual?
JPS: Acredito que, embora a expressão reforma agrária esteja desgastada e a imprensa burguesa nos faça uma campanha permanente contra a luta dos trabalhadores, pois é aí, onde ela tem hegemonia absoluta, que no futuro teremos grandes mudanças no modelo agrícola e na sociedade brasileira. Pois o modelo do capital de apenas organizar a produção agrícola para o lucro, agredindo o meio ambiente e usando venenos, é insustentável no longo prazo. E a sociedade, em geral, e a natureza estarão do nosso lado para realizar as mudanças estruturais necessárias.
Fonte: CartaCapital
“Nós continuamos lutando”, afirma Stedile. “Aumentamos a nossa base. Mas agora mudou a correlação de forças políticas. Temos um inimigo mais poderoso. Agora, além do latifundiário, temos de enfrentar o modelo do agronegócio que representa uma aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital estrangeiro e o capital financeiro. E some-se a eles o apoio ideológico irrestrito da grande mídia, que ataca permanentemente quando qualquer trabalhador se mobiliza.”
CartaCapital: Qual é a dimensão hoje da necessidade real de distribuição de terras no Brasil?
João Pedro Stedile: O Brasil é um dos países de maior concentração de propriedade da terra. Nos últimos anos, mesmo com o governo Lula seguiu concentrando. Os últimos dados do cadastro do Incra, de dezembro 2010, revelam que temos 66 mil fazendas classificadas como grandes propriedades improdutivas, que controlam 175 milhões de hectares. Pela Constituição e pela Lei Agrária Complementar, todas essas propriedades deveriam ser desapropriadas e distribuídas. Temos ao redor de 4 milhões de famílias de trabalhadores agrícolas sem terra que seriam os potenciais beneficiários.
CartaCapital: A distribuição de terras ainda é o fator mais importante da reforma agrária? Por quê?
JPS: A reforma agrária surgiu como política de governos da burguesia industrial no Hemisfério Norte, que, aplicando o princípio republicano de direitos iguais, democratizou a propriedade da terra. Com isso impulsionava o mercado interno para a indústria. Portanto, falar em reforma agrária é necessariamente democratizar o acesso, a posse e a propriedade da terra.
Sem isso, nunca haverá uma sociedade democrática, se os bens da natureza que não são frutos do trabalho, são concentrados em mãos de poucas pessoas. No Brasil, as grandes propriedades improdutivas são apenas 1,3%, mas controlam 40% de todas as terras. Veja que desapropriando apenas esses 1,3% teríamos uma fantástica mudança no campo.
CartaCapital: Ainda há um processo de reforma agrária no Brasil, no sentido de distribuição de terras?
JPS: Um programa de reforma agrária verdadeiro é quando as políticas de desapropriação de terras e democratização da propriedade conseguem impedir a concentração. Como disse, no Brasil a concentração só aumenta. O Censo de 2006 revelou que a concentração é muito maior agora do que em 1920, quando recém havíamos saído da escravidão.
O que existiu no Brasil, nas últimas décadas, foi a conjugação de duas políticas públicas: a colonização de terras na Amazônia, e isso não altera a estrutura da propriedade, e a política de assentamentos rurais para resolver conflitos sociais e políticos, isso quando há muita pressão por parte dos trabalhadores. Nos últimos anos conseguimos muitos assentamentos, com muita pressão social e um alto custo de sacrifício dos trabalhadores que às vezes pagaram com a vida. Mas isso não representa reforma agrária, no conceito clássico.
Além disso, no Brasil está havendo uma desnacionalização da propriedade da terra, acelerada ainda mais pela crise do capitalismo financeiro que fez com que os capitais especulativos corressem para investir em patrimônio da natureza no Brasil e se protegessem da crise. Estima-se que os capitais estrangeiros já controlam mais de 30 milhões de hectares, para produzir cana-de-açúcar, gado e soja. Só no setor sucroalcooleiro, controlam 33% de toda a terra e usinas.
CartaCapital: O que mudou de fato no processo de acesso à terra, desde que o PT assumiu o governo? Houve um aumento nos índices de concentração de terra ou uma redução?
JPS: Há uma lógica do funcionamento do capital na agricultura, que leva naturalmente à acumulação e à concentração da produção e da propriedade da terra. Para combater esse processo, o governo deveria ter uma política pública massiva. Por isso que, tanto no governo de FHC como no de Lula, a concentração da propriedade da terra continuou. E quanto maiores as taxas de lucro na agricultura, mais altos serão os preços da terra e maior será a concentração da propriedade.
CartaCapital: O que o MST acredita que realmente será feito no Brasil com relação à reforma agrária? Quais são as perspectivas do MST?
JPS: O programa de reforma agrária clássica, que a maioria dos países industrializados fizeram no Hemisfério Norte, democratizando a propriedade e criando mercado interno, depende de um projeto político de desenvolvimento nacional baseado na industrialização.
Isso saiu da agenda no Brasil. Não porque não seja um caminho, mas, sim, porque as burguesias industriais brasileiras nunca tiveram um projeto de desenvolvimento nacional. Então, esse tipo de reforma agrária está inviabilizado por elas, lamentavelmente. Cabe aos movimentos sociais do campo se organizarem e lutarem agora por um novo tipo de reforma agrária. Chamamos de reforma agrária popular. Além da desapropriação de grandes latifúndios improdutivos, é preciso reorganizar a produção agrícola, com um novo modelo.
Nós defendemos políticas que priorizem a produção de alimentos. Alimentos sadios, sem agrotóxicos. Uma combinação de distribuição de terras com agroindústrias nos assentamentos na forma cooperativa, voltada para o mercado interno. Implantando uma nova matriz tecnológica baseada nas técnicas agrícolas da agroecologia. E ainda a ampla democratização da educação, com a instalação de escolas em todos os níveis, em todo o meio rural.
Essa é nossa plataforma e a nossa perspectiva. Pode demorar algum tempo, mas esse será o futuro da agricultura em todo o mundo. O modelo do capital, do agronegócio é inviável, econômica, ambientalmente e do ponto de vista da saúde pública também, pois só produz lucro, usando muito veneno e degradando o meio ambiente.
CartaCapital: Não tem ocorrido mais pressão popular pela reforma agrária. O que mudou realmente no MST, nesta última década? O MST não consegue mais promover grandes mobilizações, limitando-se aos protestos pontuais, como o “abril vermelho” e os locais? Não falamos do pico de acampamentos após a posse de Lula, mas de maneira global.
JPS: O MST manteve a mesma média de 250 ocupações de fazendas por ano. Nós continuamos lutando. E aumentamos a nossa base. Mas agora mudou a correlação de forças políticas. Temos um inimigo mais poderoso. Agora, além do latifundiário temos de enfrentar o modelo do agronegócio que representa uma aliança entre os grandes proprietários de terra, o capital estrangeiro e o capital financeiro.
E some-se a eles o apoio ideológico irrestrito da grande mídia, que ataca permanentemente quando qualquer trabalhador se mobiliza. Foram contra até a mobilização dos bombeiros, imagine dos sem-terra. Então, é na opinião desta mídia empresarial e hipócrita, que o MST teria diminuído sua força, mas essa não é a realidade.
Por outro lado, se a reforma agrária depende agora de mudança de modelo de desenvolvimento, isso carece por sua vez de um amplo processo de mobilização popular no país, que ainda não está na agendo pelo refluxo do movimento de massas. Mas algum dia ele voltará, e voltará com força. Pois os problemas estruturais da sociedade brasileira estão aí, intocáveis e latentes.
CartaCapital: Quantos acampamentos e quantas famílias acampadas o MST mantém hoje? Esse número pode crescer, por exemplo, com a multiplicação dos grandes canteiros de obras, principalmente das hidrelétricas, por causa da especulação imobiliária? Ou deve diminuir à medida que a situação econômica do país melhora?
JPS: Nós temos ao redor de 60 mil famílias acampadas. E há outros 4 milhões que vivem no campo, que são pobres, e que poderiam ser beneficiados pela reforma agrária. E que de fato, agora, estão adormecidos pelo Bolsa Família, que favorece 4 milhões de famílias acampadas, e pela expansão do emprego na construção civil. Mas isso não é uma solução definitiva. É um programa necessário, mas apenas de emergência. A solução envolve programas estruturantes de emprego e renda.
CartaCapital: Qual relação o senhor vê entre o Programa Brasil sem Miséria e a reforma agrária?
JPS: O Programa Brasil sem Miséria ainda é uma colcha de retalhos de diversos programas de compensação social. Nenhum deles afeta a estrutura e a causa da pobreza. Por isso temos defendido com o governo diversas propostas. Há 14 milhões de miseráveis que podem ser atendidos por medidas emergenciais. E há outros 40 milhões que formam a turma do Bolsa Família.
Então o governo deveria fazer um amplo programa, ainda que localizado nas regiões mais carentes, de acesso à terra. Um programa de instalação de agroindústrias cooperativas, que criam emprego e renda. Potencializar a Conab, para que se transforme numa grande empresa compradora de todos os alimentos da agricultura familiar. Criar um mutirão nacional de alfabetização dos 14 milhões de adultos. Instalar escolas em todas as comunidades rurais, de ensino fundamental e escolas regionais, no meio rural de ensino médio, via IFETS ou outras escolas técnicas agrícolas. E ainda um amplo programa de reflorestamento, ampliando o Bolsa Verde para todos os 4 milhões de camponeses pobres.
CartaCapital: O MST pode vir a apoiar a criação de um partido político, por meio do Consulta Popular? A partidarização, enfim, pode ser um caminho para o MST ou parte dele?
JPS: Os partidos políticos no Brasil estão desgastados e possuem pouca coerência com programas de nação ou ideologias de classe. Em geral, são usados por pessoas e grupos, apenas como trampolim para cargos e recursos públicos. Mas a organização política na sociedade é fundamental para construir as mudanças. O MST é um movimento social, autônomo, com base social no meio rural e nas cidades. Nós devemos estimular como militantes sociais e cidadãos, a revitalização da prática política no país, mas o caminho do MST deve ser apenas a luta pela reforma agrária popular.
CartaCapital: Qual é o futuro para o modelo atual?
JPS: Acredito que, embora a expressão reforma agrária esteja desgastada e a imprensa burguesa nos faça uma campanha permanente contra a luta dos trabalhadores, pois é aí, onde ela tem hegemonia absoluta, que no futuro teremos grandes mudanças no modelo agrícola e na sociedade brasileira. Pois o modelo do capital de apenas organizar a produção agrícola para o lucro, agredindo o meio ambiente e usando venenos, é insustentável no longo prazo. E a sociedade, em geral, e a natureza estarão do nosso lado para realizar as mudanças estruturais necessárias.
Fonte: CartaCapital
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Orquestra do Samba em Rio Claro, no próximo dia 31; entrada franca
Os moradores de Rio Claro terão oportunidade de apreciar a trajetória de um gênero musical que traz a identidade do Brasil: o samba. Com patrocínio da Brascabos, a Orquestra do Samba, com regência de João Bonano, se apresenta na cidade, no dia 31 de julho, domingo, às 19h30, no Teatro do Centro Cultural “Roberto Palmari”. A entrada é franca.
O show é uma realização da 3S Projetos em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Rio Claro, apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura.
A Orquestra do Samba, formada por 23 músicos – 20 instrumentistas de sopros e três cantores (Claudinho Roberto, Hilda Costa e Estela) – é uma fusão dos tradicionais conjuntos Clarins de Roma, de Sumaré, e Pirajazz, de Piracicaba.
O repertório percorre a trajetória do gênero, com clássicos dos compositores Assis Valente, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Mário Lago, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha. Compositores que, definitivamente, escreveram, por música, a história da cultura brasileira. Os arranjos, especialmente concebidos para o show, são de Érica Marson e Marco Abreu.
Para o maestro João Bonano, também trompetista, o trabalho da Orquestra do Samba revisita o gênero e seus ícones de maneira peculiar: “É uma maneira de defender a cultura do país”.
Serviço
Data: 31 de julho, domingo
Horário: 19h30
Local: Teatro do Centro Cultural “Roberto Palmari (Rua Dois nº 2880, Rio Claro. SP)
Entrada Franca
Patrocínio: Brascabos
Realização: 3S Projetos e Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Rio Claro
Apoio: Governo do Estado de São Paulo – Proac
Assessoria de Imprensa
Maria Claudia Miguel (Cacau)
Telefone: (19) 9743-2142
O show é uma realização da 3S Projetos em parceria com a Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Rio Claro, apoiado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura.
A Orquestra do Samba, formada por 23 músicos – 20 instrumentistas de sopros e três cantores (Claudinho Roberto, Hilda Costa e Estela) – é uma fusão dos tradicionais conjuntos Clarins de Roma, de Sumaré, e Pirajazz, de Piracicaba.
O repertório percorre a trajetória do gênero, com clássicos dos compositores Assis Valente, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Mário Lago, Dorival Caymmi, Noel Rosa, Cartola e Pixinguinha. Compositores que, definitivamente, escreveram, por música, a história da cultura brasileira. Os arranjos, especialmente concebidos para o show, são de Érica Marson e Marco Abreu.
Para o maestro João Bonano, também trompetista, o trabalho da Orquestra do Samba revisita o gênero e seus ícones de maneira peculiar: “É uma maneira de defender a cultura do país”.
Serviço
Data: 31 de julho, domingo
Horário: 19h30
Local: Teatro do Centro Cultural “Roberto Palmari (Rua Dois nº 2880, Rio Claro. SP)
Entrada Franca
Patrocínio: Brascabos
Realização: 3S Projetos e Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Rio Claro
Apoio: Governo do Estado de São Paulo – Proac
Assessoria de Imprensa
Maria Claudia Miguel (Cacau)
Telefone: (19) 9743-2142
terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Portal Vermelho e parceiros promovem debate sobre o Vietnã
O Portal Vermelho, a Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB, o Cebrapaz, a União da Juventude Socialista (UJS) e a Fundação Maurício Grabois promovem na próxima segunda-feira uma conferência sobre a construção do socialismo, o processo de renovação e o papel do Partido Comunista. A conferência será feita pelo embaixador do Vietnã no Brasil, Duong Nguyen Tuong.
Serviço:
Conferência O Vietnã Hoje – A política de renovação e o papel do Partido Comunista no socialismo.
Dia 4 de abril, às 18h30
Local – Auditório do Partido Comunuista do Brasil
Rua Rego Freitas, 192, 6º andar, São Paulo (SP)
Serviço:
Conferência O Vietnã Hoje – A política de renovação e o papel do Partido Comunista no socialismo.
Dia 4 de abril, às 18h30
Local – Auditório do Partido Comunuista do Brasil
Rua Rego Freitas, 192, 6º andar, São Paulo (SP)
Morre em São Paulo ex-vice-presidente José Alencar
O ex-vice-presidente da República José Alencar morreu na tarde desta terça-feira (29), aos 79 anos, em São Paulo, depois de lutar por mais de 13 anos contra o câncer. A informação foi confirmada pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês.
O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (28), com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal. Nos mais de 13 anos em que lutou contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso.
Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Alencar disputou e venceu ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as campanhas eleitorais à Presidência da República em 2002 e em 2006. No final do ano passado, foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.
De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave (veja histórico abaixo). Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.
Eleições 2010
Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.
"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.
Homenagem no aniversário de São Paulo
Em 25 de janeiro de 2011, quando a capital paulista completou 457 anos, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro, uma homenagem da prefeitura, das mãos da presidente Dilma Rousseff.
Visivelmente emocionado, Alencar afirmou que fazia um discurso "de coração" e que está "vencendo as dificuldades". "Eu tinha um texto preparado no bolso, mas resolvi falar do coração. Ainda que (as dificuldades) sejam fortes, estamos vencendo. Quem fica num hospital esse tempo (90 dias, segundo seus cálculos), tem muitas reflexões... Se eu morrer agora, é um privilégio, porque é tanta gente torcendo por mim... Se eu morrer agora, tá bom demais", disse. O evento contou com a presença do ex-presidente Lula.
Declaração PCdoB
Em declaração ao Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o partido sente a morte do ex-vice-presidente da República. “José Alencar foi um aliado importante para as vitórias de 2002 e de 2006, e teve um papel destacado no novo ciclo político inaugurado por Lula”.
Renato afirmou que o ex-vice-presidente era um grande patriota e uma liderança comprometida com os interesses da nação. “Ele entendia também os problemas vitais do povo, já que havia tido uma origem humilde e se tornou um grande empresário”.
O presidente nacional do PCdoB ressaltou que na política macroeconômica, Alencar sempre procurou alternativas para os juros altos e enfrentava com brilho e argumentos esse debate. “Ele dizia que a alta significava uma grande transferência de renda para um pequeno grupo que se beneficiava dessa agiotagem dos juros elevados”
Rabelo lembrou que durante sua última visita a José de Alencar, realizada há pouco mais de um mês, o ex-vice-presidente demonstrou muita persistência pela vida e atenção pelas questões que envolviam o país. “O PCdoB sente a morte de José Alencar, por seu papel na história recente do Brasil e pela relação de amizade com o nosso Partido”.
Da redação, com informações do Portal Terra e Uol Notícias
O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (28), com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal. Nos mais de 13 anos em que lutou contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso.
Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Alencar disputou e venceu ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as campanhas eleitorais à Presidência da República em 2002 e em 2006. No final do ano passado, foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.
De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave (veja histórico abaixo). Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.
Eleições 2010
Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.
"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.
Homenagem no aniversário de São Paulo
Em 25 de janeiro de 2011, quando a capital paulista completou 457 anos, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro, uma homenagem da prefeitura, das mãos da presidente Dilma Rousseff.
Visivelmente emocionado, Alencar afirmou que fazia um discurso "de coração" e que está "vencendo as dificuldades". "Eu tinha um texto preparado no bolso, mas resolvi falar do coração. Ainda que (as dificuldades) sejam fortes, estamos vencendo. Quem fica num hospital esse tempo (90 dias, segundo seus cálculos), tem muitas reflexões... Se eu morrer agora, é um privilégio, porque é tanta gente torcendo por mim... Se eu morrer agora, tá bom demais", disse. O evento contou com a presença do ex-presidente Lula.
Declaração PCdoB
Em declaração ao Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o partido sente a morte do ex-vice-presidente da República. “José Alencar foi um aliado importante para as vitórias de 2002 e de 2006, e teve um papel destacado no novo ciclo político inaugurado por Lula”.
Renato afirmou que o ex-vice-presidente era um grande patriota e uma liderança comprometida com os interesses da nação. “Ele entendia também os problemas vitais do povo, já que havia tido uma origem humilde e se tornou um grande empresário”.
O presidente nacional do PCdoB ressaltou que na política macroeconômica, Alencar sempre procurou alternativas para os juros altos e enfrentava com brilho e argumentos esse debate. “Ele dizia que a alta significava uma grande transferência de renda para um pequeno grupo que se beneficiava dessa agiotagem dos juros elevados”
Rabelo lembrou que durante sua última visita a José de Alencar, realizada há pouco mais de um mês, o ex-vice-presidente demonstrou muita persistência pela vida e atenção pelas questões que envolviam o país. “O PCdoB sente a morte de José Alencar, por seu papel na história recente do Brasil e pela relação de amizade com o nosso Partido”.
Da redação, com informações do Portal Terra e Uol Notícias
Assinar:
Postagens (Atom)




