O Portal Vermelho, a Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB, o Cebrapaz, a União da Juventude Socialista (UJS) e a Fundação Maurício Grabois promovem na próxima segunda-feira uma conferência sobre a construção do socialismo, o processo de renovação e o papel do Partido Comunista. A conferência será feita pelo embaixador do Vietnã no Brasil, Duong Nguyen Tuong.
Serviço:
Conferência O Vietnã Hoje – A política de renovação e o papel do Partido Comunista no socialismo.
Dia 4 de abril, às 18h30
Local – Auditório do Partido Comunuista do Brasil
Rua Rego Freitas, 192, 6º andar, São Paulo (SP)
terça-feira, 29 de março de 2011
Morre em São Paulo ex-vice-presidente José Alencar
O ex-vice-presidente da República José Alencar morreu na tarde desta terça-feira (29), aos 79 anos, em São Paulo, depois de lutar por mais de 13 anos contra o câncer. A informação foi confirmada pela equipe médica do Hospital Sírio-Libanês.
O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (28), com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal. Nos mais de 13 anos em que lutou contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso.
Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Alencar disputou e venceu ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as campanhas eleitorais à Presidência da República em 2002 e em 2006. No final do ano passado, foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.
De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave (veja histórico abaixo). Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.
Eleições 2010
Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.
"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.
Homenagem no aniversário de São Paulo
Em 25 de janeiro de 2011, quando a capital paulista completou 457 anos, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro, uma homenagem da prefeitura, das mãos da presidente Dilma Rousseff.
Visivelmente emocionado, Alencar afirmou que fazia um discurso "de coração" e que está "vencendo as dificuldades". "Eu tinha um texto preparado no bolso, mas resolvi falar do coração. Ainda que (as dificuldades) sejam fortes, estamos vencendo. Quem fica num hospital esse tempo (90 dias, segundo seus cálculos), tem muitas reflexões... Se eu morrer agora, é um privilégio, porque é tanta gente torcendo por mim... Se eu morrer agora, tá bom demais", disse. O evento contou com a presença do ex-presidente Lula.
Declaração PCdoB
Em declaração ao Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o partido sente a morte do ex-vice-presidente da República. “José Alencar foi um aliado importante para as vitórias de 2002 e de 2006, e teve um papel destacado no novo ciclo político inaugurado por Lula”.
Renato afirmou que o ex-vice-presidente era um grande patriota e uma liderança comprometida com os interesses da nação. “Ele entendia também os problemas vitais do povo, já que havia tido uma origem humilde e se tornou um grande empresário”.
O presidente nacional do PCdoB ressaltou que na política macroeconômica, Alencar sempre procurou alternativas para os juros altos e enfrentava com brilho e argumentos esse debate. “Ele dizia que a alta significava uma grande transferência de renda para um pequeno grupo que se beneficiava dessa agiotagem dos juros elevados”
Rabelo lembrou que durante sua última visita a José de Alencar, realizada há pouco mais de um mês, o ex-vice-presidente demonstrou muita persistência pela vida e atenção pelas questões que envolviam o país. “O PCdoB sente a morte de José Alencar, por seu papel na história recente do Brasil e pela relação de amizade com o nosso Partido”.
Da redação, com informações do Portal Terra e Uol Notícias
O ex-vice foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (28), com um quadro de suboclusão intestinal, em "condições críticas". Ele havia recebido alta em 15 de março, após uma internação de mais de um mês na instituição devido a uma peritonite (inflamação da membrana que reveste a cavidade abdominal) por perfuração intestinal. Nos mais de 13 anos em que lutou contra o câncer, Alencar foi submetido a 17 cirurgias, perdeu um rim, dois terços do estômago e partes dos intestinos delgado e grosso.
Nascido em 17 de outubro de 1931, José Alencar foi o 11º filho de um total de 15 do casal Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva. O ex-vice-presidente nasceu em um povoado às margens de Muriaé, no interior de Minas Gerais. Ele era casado com Mariza Campos Gomes da Silva e deixou três filhos reconhecidos: Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.
Alencar disputou e venceu ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva as campanhas eleitorais à Presidência da República em 2002 e em 2006. No final do ano passado, foi internado com urgência após uma nova hemorragia abdominal provocada pelo tumor no intestino. Os médicos contiveram o sangramento, mas não puderam retirar os tecidos comprometidos pela doença, impedindo o político mineiro de se despedir do cargo em Brasília e de participar da posse da presidente Dilma Rousseff.
De dezembro até os primeiros meses de 2011, o ex-vice voltou a ser internado diversas vezes, sempre em situação muito grave (veja histórico abaixo). Cirurgias foram descartadas nas últimas internações devido ao estado delicado de sua saúde.
Eleições 2010
Em novembro de 2009, Alencar garantiu que se a saúde permitisse seria candidato ao Senado. No início do ano passado, cogitou tentar o governo de Minas Gerais. Porém, em abril, afirmou que não disputaria cargos por estar em tratamento de quimioterapia contra o câncer.
"Decidi não me candidatar a nada. Vou cumprir o meu mandato até o último dia, se Deus quiser, e descer a rampa da mesma forma que subi. Subi a rampa com ele [Lula], vou descer com ele. Ele também não se afastou, vamos juntos", disse na ocasião. Proibido pelos médicos, ficou no hospital enquanto Dilma e seu sucessor, Michel Temer, recebiam o cargo no Palácio do Planalto.
Homenagem no aniversário de São Paulo
Em 25 de janeiro de 2011, quando a capital paulista completou 457 anos, Alencar recebeu a Medalha 25 de Janeiro, uma homenagem da prefeitura, das mãos da presidente Dilma Rousseff.
Visivelmente emocionado, Alencar afirmou que fazia um discurso "de coração" e que está "vencendo as dificuldades". "Eu tinha um texto preparado no bolso, mas resolvi falar do coração. Ainda que (as dificuldades) sejam fortes, estamos vencendo. Quem fica num hospital esse tempo (90 dias, segundo seus cálculos), tem muitas reflexões... Se eu morrer agora, é um privilégio, porque é tanta gente torcendo por mim... Se eu morrer agora, tá bom demais", disse. O evento contou com a presença do ex-presidente Lula.
Declaração PCdoB
Em declaração ao Vermelho, o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, disse que o partido sente a morte do ex-vice-presidente da República. “José Alencar foi um aliado importante para as vitórias de 2002 e de 2006, e teve um papel destacado no novo ciclo político inaugurado por Lula”.
Renato afirmou que o ex-vice-presidente era um grande patriota e uma liderança comprometida com os interesses da nação. “Ele entendia também os problemas vitais do povo, já que havia tido uma origem humilde e se tornou um grande empresário”.
O presidente nacional do PCdoB ressaltou que na política macroeconômica, Alencar sempre procurou alternativas para os juros altos e enfrentava com brilho e argumentos esse debate. “Ele dizia que a alta significava uma grande transferência de renda para um pequeno grupo que se beneficiava dessa agiotagem dos juros elevados”
Rabelo lembrou que durante sua última visita a José de Alencar, realizada há pouco mais de um mês, o ex-vice-presidente demonstrou muita persistência pela vida e atenção pelas questões que envolviam o país. “O PCdoB sente a morte de José Alencar, por seu papel na história recente do Brasil e pela relação de amizade com o nosso Partido”.
Da redação, com informações do Portal Terra e Uol Notícias
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Sem surpresas, debate na Rede TV! favorece Dilma
Quem esperava pelo “confronto duro” anunciado pela grande mídia se frustrou. De bloco a bloco, o segundo debate televisivo entre Dilma Rousseff e José Serra, neste segundo turno das eleições presidenciais, lembrou mais o poema de Mário de Andrade e, sem surpresas, foi “sempre um cauteloso pouco-a-pouco”.
Por André Cintra
Promovido pela Rede TV! e pelo jornal Folha de S.Paulo, na noite deste domingo (17), em Osasco (SP), o encontro acabou por beneficiar Dilma – sobretudo por ter acrescentado pouco à campanha. A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando não foi tão contundente como no debate anterior, na TV Bandeirantes, uma semana atrás – mas tampouco Serra brilhou.
Por insistência de Dilma, o tema que dominou o embate deste domingo foi o das privatizações. A candidata lembrou o legado privatista dos oito anos de governo FHC (1995-2002) e da gestão de Serra como governador de São Paulo (2007-2010). Quando, por exemplo, a estatal paulista Gás Brasiliano estava prestes a ser vendida para a Petrobras, Serra interveio para privilegiar concorrentes estrangeiras.
“Fala-se de um jeito. Agora, age-se de outro”, disse Dilma sobre um Serra que tentou encarnar a persona de defensor histórico da Petrobras, desde quando “a empresa era adolescente”. O tucano chegou a afirmar que “o governo Lula a Dilma fizeram mais concessões a empresas privadas do que o Fernando Henrique”, mas Serra não justificou tamanho despautério. Teve de justificar, sim, a acusação de Dilma segundo a qual o governo FHC queria rebatizar a Petrobras “no intuito de agradar o mercado internacional para captar dinheiro”.
Serra variou os temas, ainda que suas perguntas partissem invariavelmente da falsa premissa de que o Brasil está abandonado pelo governo federal. Suas perguntas a Dilma questionaram a atuação do governo Lula em saúde, educação, segurança, infraestrutura e combate às drogas, entre outros temas. Nas respostas, réplicas e tréplicas foi que a tática serrista não se alterou. O presidenciável tucano, sob orientação do marqueteito Luiz Gonzales, formatou suas intervenções de olho na propaganda eleitoral – o que colaborou, e muito, para a monotonia do debate.
Calculando até demais certas palavras, Serra não se cansou de repetir slogans, mantras e promessas de sua campanha no rádio e na televisão. Soou como mais do mesmo – um saldo desfavorável para quem está atrás nas pesquisas de intenções de voto. Serra também reclamou que Dilma “só fala de São Paulo”, como se fosse “candidata a governadora”.
Foi a forma de o tucano dizer que evitaria discutir a aprovação automática, a Cracolândia, o PCC e outros cânceres alastrados nos sucessivos governos do PSDB no estado. “O esporte preferido do PT é falar mal de São Paulo”, dissimulou o Serra. “Não, eu tenho admiração pelo povo paulista, que é um povo trabalhador”, respondeu Dilma. “Não confunda a inteligência do povo paulista com as falhas do seu governo.”
Projetos distintos
Já Dilma, com dados a mão, empenhou-se em demarcar diferenças entre os governos de Lula e de FHC. Foi assim quando abordou assuntos mais específicos, como construção de escolas técnicas, investimentos em segurança pública (sobretudo na Polícia Federal) e tratamento a viciados em drogas.
Neste último ponto, coube uma ironia: ao recordar que a política de Serra para tratar usuários de crack atendia a, no máximo, 300 pessoas por vez, Dilma estimou que “vai levar um século” para o PSDB “resolver o problema”. E emendou: “A característica principal do candidato Serra é fazer programa piloto – poucos para poucos”.
Com as perguntas de jornalista para candidato, Serra teve seu momento mais constrangedor no debate. No mesmo bloco em que Dilma manifestou sua “indignação” com as contratações de parentes efetuadas pela ex-ministra Erenice Guerra na Casa Civil, o candidato do PSDB à Presidência teve de encarar o fantasma do engenheiro Paulo Vieira Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) em São Paulo. Conhecido como Paulo Preto, Vieira é acusado de ter sumido com R$ 4 milhões de dinheiro arrecadado para a campanha presidencial tucana.
“Seu partido critica o governo Lula por não saber do mensalão. Agora surge no noticiário um personagem chamado Paulo Preto. O senhor disse que não conhecia ele e depois disse que o conhecia”, recordou a jornalista Renata Lo Prete, da Folha. “Hoje foi publicado que o senhor empregou uma filha dele em seu governo. Candidato, o senhor sabia disso?”
Serra, engasgado, nada falou sobre a contratação da filha e negou a acusação de no caixa 2 da campanha. O candidato, porém, admitiu não ter controle sobre seus comandados: “Eu não soube (de reclamações sobre Paulo Preto), nunca vieram reclamar”, declarou. Denúncias contra o ex-diretor da Dersa, no entanto, são públicas e notórias desde maio, com as revelações da Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal.
Nas considerações finais, Serra, autoproclamando-se “um servidor público”, enalteceu suas origens pobres e a “escola pública”, entre outros clichês. Dilma aproveitou para enfatizar o principal trunfo de sua candidatura. “Tenho a honra de ser apoiada e estar no mesmo do projeto que o maior presidente que este país já teve, que foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, finalizou a candidata.
Segundo dados preliminares do Ibope, o debate na Rede TV! chegou a registrar sete pontos de audiência na Grande São Paulo – ou cerca de 392 mil domicílios. Mas a audiência média foi de modestos 4,3 pontos. Até a realização do segundo turno, haverá pelo menos mais um tête-à-tête entre os candidatos. Será no dia 29 deste mês, a dois dias da eleição, na sempre suspeita TV Globo.
Por André Cintra
Promovido pela Rede TV! e pelo jornal Folha de S.Paulo, na noite deste domingo (17), em Osasco (SP), o encontro acabou por beneficiar Dilma – sobretudo por ter acrescentado pouco à campanha. A candidata da coligação Para o Brasil Seguir Mudando não foi tão contundente como no debate anterior, na TV Bandeirantes, uma semana atrás – mas tampouco Serra brilhou.
Por insistência de Dilma, o tema que dominou o embate deste domingo foi o das privatizações. A candidata lembrou o legado privatista dos oito anos de governo FHC (1995-2002) e da gestão de Serra como governador de São Paulo (2007-2010). Quando, por exemplo, a estatal paulista Gás Brasiliano estava prestes a ser vendida para a Petrobras, Serra interveio para privilegiar concorrentes estrangeiras.
“Fala-se de um jeito. Agora, age-se de outro”, disse Dilma sobre um Serra que tentou encarnar a persona de defensor histórico da Petrobras, desde quando “a empresa era adolescente”. O tucano chegou a afirmar que “o governo Lula a Dilma fizeram mais concessões a empresas privadas do que o Fernando Henrique”, mas Serra não justificou tamanho despautério. Teve de justificar, sim, a acusação de Dilma segundo a qual o governo FHC queria rebatizar a Petrobras “no intuito de agradar o mercado internacional para captar dinheiro”.
Serra variou os temas, ainda que suas perguntas partissem invariavelmente da falsa premissa de que o Brasil está abandonado pelo governo federal. Suas perguntas a Dilma questionaram a atuação do governo Lula em saúde, educação, segurança, infraestrutura e combate às drogas, entre outros temas. Nas respostas, réplicas e tréplicas foi que a tática serrista não se alterou. O presidenciável tucano, sob orientação do marqueteito Luiz Gonzales, formatou suas intervenções de olho na propaganda eleitoral – o que colaborou, e muito, para a monotonia do debate.
Calculando até demais certas palavras, Serra não se cansou de repetir slogans, mantras e promessas de sua campanha no rádio e na televisão. Soou como mais do mesmo – um saldo desfavorável para quem está atrás nas pesquisas de intenções de voto. Serra também reclamou que Dilma “só fala de São Paulo”, como se fosse “candidata a governadora”.
Foi a forma de o tucano dizer que evitaria discutir a aprovação automática, a Cracolândia, o PCC e outros cânceres alastrados nos sucessivos governos do PSDB no estado. “O esporte preferido do PT é falar mal de São Paulo”, dissimulou o Serra. “Não, eu tenho admiração pelo povo paulista, que é um povo trabalhador”, respondeu Dilma. “Não confunda a inteligência do povo paulista com as falhas do seu governo.”
Projetos distintos
Já Dilma, com dados a mão, empenhou-se em demarcar diferenças entre os governos de Lula e de FHC. Foi assim quando abordou assuntos mais específicos, como construção de escolas técnicas, investimentos em segurança pública (sobretudo na Polícia Federal) e tratamento a viciados em drogas.
Neste último ponto, coube uma ironia: ao recordar que a política de Serra para tratar usuários de crack atendia a, no máximo, 300 pessoas por vez, Dilma estimou que “vai levar um século” para o PSDB “resolver o problema”. E emendou: “A característica principal do candidato Serra é fazer programa piloto – poucos para poucos”.
Com as perguntas de jornalista para candidato, Serra teve seu momento mais constrangedor no debate. No mesmo bloco em que Dilma manifestou sua “indignação” com as contratações de parentes efetuadas pela ex-ministra Erenice Guerra na Casa Civil, o candidato do PSDB à Presidência teve de encarar o fantasma do engenheiro Paulo Vieira Souza, ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) em São Paulo. Conhecido como Paulo Preto, Vieira é acusado de ter sumido com R$ 4 milhões de dinheiro arrecadado para a campanha presidencial tucana.
“Seu partido critica o governo Lula por não saber do mensalão. Agora surge no noticiário um personagem chamado Paulo Preto. O senhor disse que não conhecia ele e depois disse que o conhecia”, recordou a jornalista Renata Lo Prete, da Folha. “Hoje foi publicado que o senhor empregou uma filha dele em seu governo. Candidato, o senhor sabia disso?”
Serra, engasgado, nada falou sobre a contratação da filha e negou a acusação de no caixa 2 da campanha. O candidato, porém, admitiu não ter controle sobre seus comandados: “Eu não soube (de reclamações sobre Paulo Preto), nunca vieram reclamar”, declarou. Denúncias contra o ex-diretor da Dersa, no entanto, são públicas e notórias desde maio, com as revelações da Operação Castelo de Areia, deflagrada pela Polícia Federal.
Nas considerações finais, Serra, autoproclamando-se “um servidor público”, enalteceu suas origens pobres e a “escola pública”, entre outros clichês. Dilma aproveitou para enfatizar o principal trunfo de sua candidatura. “Tenho a honra de ser apoiada e estar no mesmo do projeto que o maior presidente que este país já teve, que foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, finalizou a candidata.
Segundo dados preliminares do Ibope, o debate na Rede TV! chegou a registrar sete pontos de audiência na Grande São Paulo – ou cerca de 392 mil domicílios. Mas a audiência média foi de modestos 4,3 pontos. Até a realização do segundo turno, haverá pelo menos mais um tête-à-tête entre os candidatos. Será no dia 29 deste mês, a dois dias da eleição, na sempre suspeita TV Globo.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Perfil: Conheça os parlamentares comunistas eleitos em 2010
Perfil: Conheça os parlamentares comunistas eleitos em 2010
A página do PCdoB reúne neste espaço informações e perfis dos comunistas eleitos ou reeleitos para os mandatos de senador (1) e deputado federal (15). Os novos parlamentares passam a atuar no Congresso em 2011 e terão a responsabilidade de continuar e avançar no trabalho que tem sido feito pelo partido ao longo dos últimos anos, visando levar o Brasil a um patamar ainda mais avançado de desenvolvimento com distribuição de renda e justiça social. Confira também a lista de estaduais.
Senado
Vanessa, a mulher que desbancou Artur Virgílio no Amazonas
Câmara Federal
Acre
Perpétua vai para terceiro mandato, ampliando sua votação
Amapá
Evandro Milhomen é o 6º deputado mais votado do Amapá
Bahia
Entre federais mais votados na Bahia, Daniel vai para 3º mandato
Única mulher dos 39 deputados baianos, Alice vai para 3º mandato
Eleição de Edson Pimenta significa vitória das lutas populares
Ceará
Sétimo federal mais votado, João Ananias estreará em Brasília
De ambulante a deputado, Lopes conquista o Ceará para 2º mandato
Minas Gerais
Jô Moraes é a única deputada federal eleita por Minas
Pernambuco
Testada e aprovada pelo povo, Luciana Santos chega à Câmara
Piauí
Osmar Júnior é reeleito para representar o Piauí na Câmara
Rio de Janeiro
Mulher mais votada no Rio, Jandira volta à Câmara para 5º mandato
Rio Grande do Sul
Manuela: a deputada mais votada do Rio Grande do Sul
Assis Melo reforça bancada gaúcha na Câmara
São Paulo
Aldo Rebelo assumirá sexto mandato consecutivo na Câmara Federal
Disputando eleição pela primeira vez, Protógenes sai vitorioso
A página do PCdoB reúne neste espaço informações e perfis dos comunistas eleitos ou reeleitos para os mandatos de senador (1) e deputado federal (15). Os novos parlamentares passam a atuar no Congresso em 2011 e terão a responsabilidade de continuar e avançar no trabalho que tem sido feito pelo partido ao longo dos últimos anos, visando levar o Brasil a um patamar ainda mais avançado de desenvolvimento com distribuição de renda e justiça social. Confira também a lista de estaduais.
Senado
Vanessa, a mulher que desbancou Artur Virgílio no Amazonas
Câmara Federal
Acre
Perpétua vai para terceiro mandato, ampliando sua votação
Amapá
Evandro Milhomen é o 6º deputado mais votado do Amapá
Bahia
Entre federais mais votados na Bahia, Daniel vai para 3º mandato
Única mulher dos 39 deputados baianos, Alice vai para 3º mandato
Eleição de Edson Pimenta significa vitória das lutas populares
Ceará
Sétimo federal mais votado, João Ananias estreará em Brasília
De ambulante a deputado, Lopes conquista o Ceará para 2º mandato
Minas Gerais
Jô Moraes é a única deputada federal eleita por Minas
Pernambuco
Testada e aprovada pelo povo, Luciana Santos chega à Câmara
Piauí
Osmar Júnior é reeleito para representar o Piauí na Câmara
Rio de Janeiro
Mulher mais votada no Rio, Jandira volta à Câmara para 5º mandato
Rio Grande do Sul
Manuela: a deputada mais votada do Rio Grande do Sul
Assis Melo reforça bancada gaúcha na Câmara
São Paulo
Aldo Rebelo assumirá sexto mandato consecutivo na Câmara Federal
Disputando eleição pela primeira vez, Protógenes sai vitorioso
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Abortando a Eleição
Abortando a eleição
Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!
Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.
O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.
Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: “ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.
Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.
Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.
E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.
Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!
Pe. Otto Dana – Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro SP
Brasileiros e brasileiras! O capeta está solto! Empunhemos nossos terços e Bíblias e até Alcorões, se os houver! Herodes brande a espada afiada contra as criancinhas do Brasil! Ergamos a fogueira! Queimemos os hereges! O aborto e os gays estão espreitando pela janela!
Gente do céu! Que tiririquice! Que babaquice mais que medieval. Que onda inquisitorial graçando em pleno século XXI. A caça às bruxas. O extermínio dos veados. Cruz, credo! Xô Satanás! Estamos apenas tentando eleger um Presidente para o Brasil. Estamos discutindo propostas e projetos para uma boa administração do Brasil. Aborto, gueisismo, pílula, camisinha não é prioridade do momento.
O processo eleitoral corria tranquilo, dentro dos princípios democráticos: discute-aqui- denucia-ali, promete-isso, condena-aquilo, tudo numa boa. De repente a serenidade é detonada por uma horda de aiatolás, talibãs, mulás, numa gritaria ensurdecedora contra os que ameaçam o poder do Altíssimo.
Alguns vestidos de batina (ainda!), outros de mitra e báculo, outros de terno e gravata ostentando Bíblias, todos ecumenicamente de dedo em riste acusador: “ela é a favor do aborto, ele apóia o casamento homem-com-homem, mulher-com-mulher, os dois defendem a distribuição de camisinhas até para as crianças da escola.
Deus do céu! Que atraso! Que tiririquice! Pra começar, arbitrar sobre aborto e formas de casamento é da competência do Congresso Nacional e não do Presidente da República, que apenas sanciona ou veta a disposição do Congresso. Além do mais, aborto e casamento gay nem estão em pauta de discussão, hoje.
Mais importante e pertinente agora é ouvir dos candidatos suas propostas e projetos concretos quanto à saúde, educação de qualidade, distribuição de renda, segurança da população, criação de empregos, formas de apropriação ou não do Estado, relações diplomáticas e econômicas com outros países, transporte, saneamento básico, liberdade de imprensa, desenvolvimento do país, programas sociais, etc., etc.
E mais: estamos num país democrático, regido por uma Constituição Civil e não pelas tábuas da lei de Moisés. É um país democrático e laico e não teocrático, apesar de supostamente religioso. Sua capital é Brasília e não o Vaticano, nem a Canção Nova, nem a sede da Assembléia de Deus, nem a CNBB.
Tentar manipular a consciência do eleitor, ameaçando-o com a ira de Deus é injuriar o próprio Deus que nos criou livres. O dia em que o povo tiver que consultar um aiatolá de plantão tipo Pastor Silas Malafaia, ou um Padre José Augusto (Canção Nova) para votar, é melhor rasgar o título de eleitor e o estatuto da maioridade civil. O que vem se praticando em meios religiosos no momento, é o aborto da eleição, da democracia, da Constituição e do bom senso. Xô Satanás!
Pe. Otto Dana – Pároco da Igreja Sant´Ana em Rio Claro SP
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Com livro disponível na internet, Renato debate política nacional
Renato Rabelo, presidente do Partido Comunista do Brasil, está lançando uma nova publicação intitulada Textos para o debate político atual, que reúne uma série de artigos sobre o atual debate político nacional. Com esta iniciativa, o dirigente comunista dá prosseguimento ao trabalho permanente de divulgação das ideias e do pensamento político do PCdoB. O livro pode ser baixado (em PDF) ou retirado nas sedes de Brasília e de São Paulo.
Renato discute conjuntura em nova publicação
Na primeira parte, Renato Rabelo faz um breve resumo dos 88 anos de luta deste que é o partido mais antigo em funcionamento permanente no país e, ao mesmo tempo o mais jovem, não só pela composição de suas fileiras de militantes e filiados, mas por suas ideias avançadas e focadas no desenvolvimento nacional com distribuição de renda, na defesa da soberania e da cultura de seu povo, dos direitos dos trabalhadores e do avanço da ciência e da tecnologia brasileiras.
Em seguida, o autor publica o discurso que pronunciou por ocasião de sua reintegração na Universidade Federal da Bahia, a UFBA, quando fez um retrospecto das lutas travadas desde que sofreu intensa perseguição política por parte da ditadura militar instalada em 1964 no Brasil.
Na segunda parte, o livreto se dedica à conjuntura atual, apresentando o discurso que Rabelo proferiu durante o ato realizado em Brasília para comunicar a decisão do partido de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Neste documento se procura avaliar questões em debate na campanha eleitoral de 2010 e esboçar alguns pontos para a composição da plataforma político-eleitoral.
O texto seguinte aborda concretamente um dos temas desta campanha, a política de ciência e tecnologia, numa intervenção feita em seminário organizado pela Fundação Maurício Grabois.
E, para completar, os dois últimos textos tratam de alguns aspectos da política externa de Luiz Inácio Lula da Silva, um dos pontos altos do atual governo que projeta o país como um dos principais protagonistas da cena internacional.
Para adquirir a publicação, os interessados podem retirá-la gratuitamente no escritório nacional do partido em Brasília (Setor Comercial Norte, Edifício Brasilia Trade Center, 20º andar, sala 2010) ou na sede do Comitê Central, em São Paulo (Rua Rego Freitas, 192 - República). Para pedidos de outras localidades, o despacho deverá ser pago pelo interessado em receber o livro. Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3328-7794 e 3327-9736 ou através do e-mail presidência@pcdob.org.br.
Da redação
www.vermelho.org.br
Renato discute conjuntura em nova publicação
Na primeira parte, Renato Rabelo faz um breve resumo dos 88 anos de luta deste que é o partido mais antigo em funcionamento permanente no país e, ao mesmo tempo o mais jovem, não só pela composição de suas fileiras de militantes e filiados, mas por suas ideias avançadas e focadas no desenvolvimento nacional com distribuição de renda, na defesa da soberania e da cultura de seu povo, dos direitos dos trabalhadores e do avanço da ciência e da tecnologia brasileiras.
Em seguida, o autor publica o discurso que pronunciou por ocasião de sua reintegração na Universidade Federal da Bahia, a UFBA, quando fez um retrospecto das lutas travadas desde que sofreu intensa perseguição política por parte da ditadura militar instalada em 1964 no Brasil.
Na segunda parte, o livreto se dedica à conjuntura atual, apresentando o discurso que Rabelo proferiu durante o ato realizado em Brasília para comunicar a decisão do partido de apoiar a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Neste documento se procura avaliar questões em debate na campanha eleitoral de 2010 e esboçar alguns pontos para a composição da plataforma político-eleitoral.
O texto seguinte aborda concretamente um dos temas desta campanha, a política de ciência e tecnologia, numa intervenção feita em seminário organizado pela Fundação Maurício Grabois.
E, para completar, os dois últimos textos tratam de alguns aspectos da política externa de Luiz Inácio Lula da Silva, um dos pontos altos do atual governo que projeta o país como um dos principais protagonistas da cena internacional.
Para adquirir a publicação, os interessados podem retirá-la gratuitamente no escritório nacional do partido em Brasília (Setor Comercial Norte, Edifício Brasilia Trade Center, 20º andar, sala 2010) ou na sede do Comitê Central, em São Paulo (Rua Rego Freitas, 192 - República). Para pedidos de outras localidades, o despacho deverá ser pago pelo interessado em receber o livro. Mais informações podem ser obtidas no telefone (61) 3328-7794 e 3327-9736 ou através do e-mail presidência@pcdob.org.br.
Da redação
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Dilma irá mais às ruas, Serra quer debates, e Marina mira pobres
Nesta nova fase das eleições 2010 – cuja campanha começa oficialmente nesta terça-feira (6) –, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, vai aumentar a presença em eventos de rua ao lado do presidente Lula. Com o ex-ministro Antônio Palocci quase como sua sombra, Dilma também vai se concentrar na preparação para os poucos debates dos quais aceitou participar contra o tucano José Serra.
“Serão poucos mas grandes comícios, com a massa que vai ver Lula, mais para o final (da campanha), nas grandes cidades”, diz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma. A petista vai investir nas viagens e caminhadas pelo interior do país. Nesta semana, vai para a rua o material gráfico: panfletos, banners com santinhos de Dilma ao lado de Lula e de outros candidatos.
A coordenação pretende intensificar a presença de Lula a partir da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV, na segunda quinzena de agosto. O comitê central da campanha, que vem sendo preparado há cerca de três meses, será inaugurado dia 13 de julho. A maior parte da atual infraestrutura continua. “Dilma está em intenso treinamento para o confronto direto com o Serra. Serra tem mais experiência nessa área, mas isso não basta a ele. O Palocci assumirá como peça chave nessa fase — afirmou André Vargas, secretário de comunicação do PT.
Quem faz o quê?
Na campanha de José Serra, integrantes do PSDB e do DEM querem ajustes emergenciais. Depois da superação da crise para escolha de vice, há a constatação de que os erros recentes foram cometidos, em parte, por conta de um centralismo muito forte do próprio Serra.
A escolha do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) resolveu a crise da aliança com o DEM, mas ficaram sequelas regionais que precisam ser solucionadas. Chamou a atenção de aliados a forma improvisada da escolha do vice. O fato de Serra ter deixado para a última hora a definição explicitou dificuldades no palanque da oposição. O DEM e os demais aliados (PPS e PTB) vão exigir espaço no comando da campanha e participar das decisões.
“Há necessidade de dividir responsabilidades na coordenação. Espero que esse episódio do vice possa ajudar nisso. Dilma cresceu por causa da propaganda do governo Lula. Em condições de igualdade, vamos estabelecer a comparação”, diz o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Na campanha oficial, reclamam tucanos e aliados, não é mais possível ter uma agenda de candidato indefinida. Agripino sugere a mobilização de prefeitos e a organização da agenda. “As pessoas precisam saber quem é o Serra”, diz.
Faz parte da nova estratégia chamar Dilma para o debate: “Será a fase de mostrar de fato os candidatos e seus atributos. E o eleitor reconhece que Serra tem mais atributos. Vamos dar mais visibilidade e estruturar a campanha do ponto de vista operacional e de comunicação”, diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Depois de um período errático, variando entre a posição de "Serrinha paz e amor" e a de ataques mais diretos à gestão petista, a cúpula tucana reconhece que não se deve partir para um enfrentamento com um governo que está muito bem avaliado. Do ponto de vista de densidade eleitoral, os tucanos consideram estratégico o reforço da campanha em Minas e no Rio. Uma das missões de Indio da Costa será ajustar o palanque no terceiro maior colégio eleitoral do país.
Mais pobres, menos classe média
Na campanha de Marina Silva, a estratégia é tentar conquistar o voto das mulheres pobres. Entre a classe média ligada às questões ambientais e os jovens, os outros dois nichos de eleitores definidos como públicos-alvo pelos verdes, a avaliação é que não há grande espaço para crescimento. Desde dezembro de 2009, Marina oscila entre 10% e 12% nas pesquisas.
O caminho vislumbrado para chegar até as mulheres pobres passa pelas igrejas evangélicas. Marina se converteu em 2004 à Assembleia de Deus. A agenda deve incluir muitas visitas a templos da própria Assembleia e de outras denominações. Outro caminho para chegar até o eleitorado é a presença em programas de rádios populares.
Da Redação, com informações do O Globo
“Serão poucos mas grandes comícios, com a massa que vai ver Lula, mais para o final (da campanha), nas grandes cidades”, diz o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), um dos coordenadores da campanha de Dilma. A petista vai investir nas viagens e caminhadas pelo interior do país. Nesta semana, vai para a rua o material gráfico: panfletos, banners com santinhos de Dilma ao lado de Lula e de outros candidatos.
A coordenação pretende intensificar a presença de Lula a partir da propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV, na segunda quinzena de agosto. O comitê central da campanha, que vem sendo preparado há cerca de três meses, será inaugurado dia 13 de julho. A maior parte da atual infraestrutura continua. “Dilma está em intenso treinamento para o confronto direto com o Serra. Serra tem mais experiência nessa área, mas isso não basta a ele. O Palocci assumirá como peça chave nessa fase — afirmou André Vargas, secretário de comunicação do PT.
Quem faz o quê?
Na campanha de José Serra, integrantes do PSDB e do DEM querem ajustes emergenciais. Depois da superação da crise para escolha de vice, há a constatação de que os erros recentes foram cometidos, em parte, por conta de um centralismo muito forte do próprio Serra.
A escolha do deputado Indio da Costa (DEM-RJ) resolveu a crise da aliança com o DEM, mas ficaram sequelas regionais que precisam ser solucionadas. Chamou a atenção de aliados a forma improvisada da escolha do vice. O fato de Serra ter deixado para a última hora a definição explicitou dificuldades no palanque da oposição. O DEM e os demais aliados (PPS e PTB) vão exigir espaço no comando da campanha e participar das decisões.
“Há necessidade de dividir responsabilidades na coordenação. Espero que esse episódio do vice possa ajudar nisso. Dilma cresceu por causa da propaganda do governo Lula. Em condições de igualdade, vamos estabelecer a comparação”, diz o líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN). Na campanha oficial, reclamam tucanos e aliados, não é mais possível ter uma agenda de candidato indefinida. Agripino sugere a mobilização de prefeitos e a organização da agenda. “As pessoas precisam saber quem é o Serra”, diz.
Faz parte da nova estratégia chamar Dilma para o debate: “Será a fase de mostrar de fato os candidatos e seus atributos. E o eleitor reconhece que Serra tem mais atributos. Vamos dar mais visibilidade e estruturar a campanha do ponto de vista operacional e de comunicação”, diz o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Depois de um período errático, variando entre a posição de "Serrinha paz e amor" e a de ataques mais diretos à gestão petista, a cúpula tucana reconhece que não se deve partir para um enfrentamento com um governo que está muito bem avaliado. Do ponto de vista de densidade eleitoral, os tucanos consideram estratégico o reforço da campanha em Minas e no Rio. Uma das missões de Indio da Costa será ajustar o palanque no terceiro maior colégio eleitoral do país.
Mais pobres, menos classe média
Na campanha de Marina Silva, a estratégia é tentar conquistar o voto das mulheres pobres. Entre a classe média ligada às questões ambientais e os jovens, os outros dois nichos de eleitores definidos como públicos-alvo pelos verdes, a avaliação é que não há grande espaço para crescimento. Desde dezembro de 2009, Marina oscila entre 10% e 12% nas pesquisas.
O caminho vislumbrado para chegar até as mulheres pobres passa pelas igrejas evangélicas. Marina se converteu em 2004 à Assembleia de Deus. A agenda deve incluir muitas visitas a templos da própria Assembleia e de outras denominações. Outro caminho para chegar até o eleitorado é a presença em programas de rádios populares.
Da Redação, com informações do O Globo
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